As "HQs dos Trapalhões" no Programa Metrópolis (TV Cultura), confiram: https://www.youtube.com/watch?v=WZ2mlpA_-S4
segunda-feira, 27 de março de 2017
sexta-feira, 24 de março de 2017
As HQs dos Trapalhões
E começou a venda antecipada do livro 'As HQs dos Trapalhões', de Rafael Spaca. São 182 páginas, sendo 33 coloridas. Papel Avena 70g. Capa 4x4 com orelhas de 8cm. FRETE GRÁTIS para todo o Brasil. E tem uma história INÉDITA!
Com prefácio de Dedé Santana e textos de Marcus Ramone, Rafael Spaca, Jal José Alberto Lovetro e Denison Lemos. Além do depoimento de 27 profissionais que trabalharam na produção das revistas dos Trapalhões.
* Sobre o sorteio das almofadas. 1 delas, com o tema do livro, será sorteada SOMENTE para quem comprar antecipadamente o livro 'As HQs dos Trapalhões' até dia 10/04/2017 (o sorteio desta, será feito no dia 15/04). A outra almofada será sorteada junto com pedidos de outros compradores e outros títulos e segue as regras dos novos sorteios mensais de nossa loja.
quarta-feira, 15 de março de 2017
O Cinema dos Trapalhões
Entrevista com o pessoal do Formiga Elétrica sobre a minha pesquisa a respeito dos Trapalhões: http://formigaeletrica.com.br/programas/cinema-trapalhoes-formiga-na-tela/
quarta-feira, 1 de março de 2017
Os Trapalhões: a série
No
ar o segundo episódio da série "O Cinema dos Trapalhões" (TV Cidade).
Nosso convidado é Wilson
Iguti, o responsável pela criação dos clássicos
bonequinhos dos Trapalhões. Nesta entrevista ele relembra seu trabalho com o
grupo. Assistam: https://www.youtube.com/watch?v=IXMJRWO0YPw
Os Trapalhões: André Segatti
ANDRÉ
SEGATTI
Ator
Renato
Aragão, em toda a sua trajetória na televisão e no cinema, trabalhou com galãs
(Mário Cardoso, Francisco di Franco etc.). Seu personagem, o Didi, era sempre
um aliado desses galãs e, ao mesmo tempo, um contraponto, disputando com ele o
amor da mocinha. Quando você foi chamado para trabalhar em A Turma do Didi, era
essa ideia da sua função no programa?
O
meu primeiro contato com o Renato Aragão se deu quando ele mandou me convidar
para fazer uma participação em um esquete com ele, Assalto à Própria Casa. Depois desse, fiz
mais alguns, que, graças a Deus, deram muito certo; e rolou a famosa química
entre nós e nosso trabalho. Tudo foi acontecendo muito naturalmente.
Posteriormente a isso, ele criou A Turma
do Didi e convidou-me para estar ao seu lado. Foi
tudo muito perfeito e maravilhoso. Permaneci por quase quatro anos sendo seu
braço direito, em A Turma do Didi.
Para
os fãs mais nostálgicos, A
Turma do Didi era uma heresia. Não imaginavam Renato
Aragão contracenar sem os seus principais parceiros. Qual era a crítica mais
comum que ouvia naquela época?
Jamais
ouvi qualquer tipo de crítica nesse sentido ou sofri qualquer tipo de
comparação. Isso nunca aconteceu. Creio que todos entenderam que estávamos em um
outro momento de trabalho; e, principalmente, que o Renato Aragão, após as
tristes perdas de seus amigos e companheiros de trabalho, estava, sim,
reinventando-se e trabalhando para se sentir vivo como sempre!
Você
chegou a ser comparado com o Dedé Santana?
Nunca
houve nenhum tipo de comparação com o Dedé Santana, embora as nossas funções
dentro do programa fossem de certa forma parecidas – o galã e melhor amigo
sempre dando suporte ao Didi e tirando-o das confusões.
Logo
depois, você foi convidado para protagonizar, ao lado de Renato Aragão, o filme
O Trapalhão e a Luz Azul. Como
surgiu essa oportunidade?
Isso
foi incrível. Foi um momento único e muito mágico em minha carreira, pois
sempre admirei o Renato Aragão desde de muito pequeno. Comecei minha carreira
aos sete anos de idade e sempre sonhei em um dia estar ao lado dele e
principalmente fazendo seus filmes. E, graças a Deus, isso aconteceu. A
oportunidade veio através de um convite do próprio Renato, que lutou e brigou
por mim para eu estar ao seu lado!!!
Você
acompanhava os filmes dos Trapalhões,
quando criança?
Sempre
acompanhei o programa dos Trapalhões e
também assisti a todos os seus filmes, pois, como disse, comecei muito novo minha
carreira e com o desejo de um dia estar ao lado do Renato Aragão.
Como
foi pra você contracenar com ele no cinema?
O
Renato Aragão para mim sempre foi um ídolo, e estar ao seu lado por quatro anos
foi, na verdade, um Doutorado. Ter tido a oportunidade de ser protagonista ao
seu lado foi espetacular. Renato é por demais generoso e tem um coração de gigante,
sempre proporcionando o melhor do melhor a todos à sua volta. E trabalhar com
ele tanto no cinema quanto na televisão foi demais, foram anos extraordinários de
muito crescimento e vivências maravilhosas.
Renato
Aragão sempre disse que a sua maior paixão é o cinema. Você trabalhou com ele
tanto na televisão quanto no cinema. Era perceptível que no set ele se “transformava”, era
mais feliz fazendo cinema?
Na
verdade, sempre vi o Renato Aragão com uma energia ímpar e muito positiva, tanto
no teatro, na televisão ou cinema, pois tive o privilégio de trabalhar com ele
nos três veículos. Sempre o vi com muita alegria e satisfação nos três lugares.
Dedé
Santana e Renato Aragão se reencontraram nesse filme, depois de muitos anos sem
trabalharem juntos no cinema. Que você presenciou nesse reencontro?
Verdade.
Esse foi um momento muito especial, em que houve um reencontro não só
profissional, mas também entre amigos. Foi lindo demais ver os dois novamente juntos,
e eu ali no meio dessas feras. Foram momentos geniais de muita diversão e
emoção que vivemos nessa época.
Dedé
Santana chegou a dirigir alguns filmes dos Trapalhões. Qual a
percepção a respeito dele?
Dedé
Santana é um ser humano incrível, muito talentoso e extremamente simples. Ficamos
amigos logo de cara, assim que o conheci no filme O Trapalhão e a Luz Azul.
Outro
nome importante na trajetória dos Trapalhões,
embora sua presença fosse quase nula no cinema, é Roberto Guilherme. Renato o
tem como um grande amigo. Como era o Roberto nas filmagens?
Roberto
Guilherme é uma figura, um cara muito alto astral, muito brincalhão, cheio de
talentos. Sempre foi uma grande honra estar ao seu lado e de todos os demais.
Eu convidei o Roberto para estar ao meu lado na comédia Toda Donzela Tem um Pai Que É uma Fera,
que produzi e dirigi. Foram meses sensacionais de muita diversão.
Que
representa para a sua carreira ter trabalhado com Renato Aragão, Dedé Santana e
Roberto Guilherme?
Significa,
de verdade, que me sinto completamente abençoado por Deus, pois tive a honra e
o privilégio de viver, como poucos, essa experiência única ao lado dos que
sempre admirei e acompanhei desde criança. Renato Aragão, Dedé Santana e
Roberto Guilherme são pessoas muito especiais, donos de um talento e um carisma
ímpar. Fui, sou e sempre serei eternamente grato a Deus por essa linda
oportunidade em minha vida! Amo demais os três, eles estarão sempre em meus
pensamentos e em meu coração. Têm meu respeito e total admiração!
Esse
filme é a estreia de Lívian Aragão. Renato já estava pavimentando o caminho dela
para a área artística? Você tem acompanhado a evolução dela como atriz?
A
Livinha atriz havia acabado de nascer na época do filme. Foi tudo muito
perfeito; e sua participação só veio a acrescentar em nossas filmagens, pois o
Renato vivia sorrindo pelos cantos com sua bebezinha linda. Com certeza, foi
ali que tudo começou para ela, fico muito feliz em vê-la hoje com sua linda
carreira em movimento, crescendo e brilhando a cada segundo. Desejo sempre o
melhor do melhor de Deus a todos daquela maravilhosa família, pois eles sempre
foram maravilhosos comigo.
O Trapalhão e a Luz Azul foi
bem nas bilheterias. Por que você não trabalhou mais com Renato Aragão no
cinema?
Acredito
que tudo na vida tenha um propósito e um momento certo. Creio que os meus
maravilhosos momentos ao seu lado foram tão geniais que supriram todas as
necessidades. Tive uma história linda ao seu lado, com começo, meio e fim; e;
assim sendo, sinto-me muito feliz por tudo que vivi, realizei e aprendi ao seu
lado.
Pode
me contar uma história inédita, que tenha presenciado como testemunha ocular,
envolvendo bastidores de filmagem desse filme?
Renato
Aragão é uma pessoa extremamente justa, que odeia indiferenças e maus tratos.
Sempre tratou todos com muito respeito, igualdade e dignidade. O que sempre vi
nos bastidores foram atitudes de carinho, companheirismo, ensinamentos e muita
diversão; e, acima de tudo, muita seriedade com todo o trabalho que estava
sendo realizado!
Os Trapalhões: Ana Rosa Corrêa
ANA
ROSA CORRÊA
Atriz
Você
é filha de artistas circenses e conheceu no circo seu primeiro marido, o Dedé
Santana. Como foi esse encontro? Em que circunstâncias se conheceram?
Em
agosto de 1958, eu tinha dezesseis anos e estávamos, minha mãe e eu em Curitiba.
Ela trabalhava num cartório, eu fazia o ginásio; e, à noite, trabalhávamos num
circo. Minha mãe precisou fazer um tratamento médico, e viemos para São Paulo.
Soubemos, por intermédio de uma prima, que o Dedé Santana estava montando um
circo para excursionar com o gênero Revista e estava procurando uma bailarina.
Fomos contratadas e seguimos com o Circo de
Revista Real. Eu e Dedé namoramos durante três meses
e nos casamos dia 8 de dezembro.
Vocês
foram casados por quatro anos e tiveram dois filhos. Quais as suas principais recordações
desse período?
Algumas
boas, outras tristes. Meu casamento em Campinas (SP), com uma festança no
circo; o nascimento, em 1959, de meu primeiro filho, o Maurício; nossa excursão
por São Paulo, Minas, passando por Ubá, terra do Ary Barroso e onde Maurício nasceu,
depois Goiás, seguindo até Brasília; estar em Brasília no dia da inauguração; trabalhar
por um tempo na TV Alvorada e fazer amigos por lá; o nascimento de Maria Leone,
em 1962. Essas todas foram boas recordações. Das tristes, a principal foi a
morte de meu filho, acometido de uma leucemia aos doze meses de vida.
Dedé
era engraçado na vida particular ou tinha outro comportamento?
Dedé sempre foi muito
bem-humorado e gostava de fazer graça.
Com
Dedé, você excursionou, trabalhando como bailarina com o Circo de Revista Real.
Como era esse trabalho? Vocês produziam e apresentavam-se?
Dedé
já havia trabalhado em teatro no gênero Revista. Ele era sobrinho do cômico Colé
e trouxe do teatro essa experiência. Eram esquetes, números de plateia – como
eram chamados os monólogos das vedetes e dos atores intercalados por números
musicais. A novidade era que também apresentávamos números circenses. Dedé era
o cômico da companhia, eu era bailarina e fazia os esquetes com ele. Meu
cunhado, Dino Santana, era o “escada”.
Minha sogra, Ondina Sant’Anna, fazia deslocação. E minha mãe ficava na porta,
cuidando dos ingressos. Havia outros artistas contatados.
Em
1960, vocês dois inauguraram a TV Alvorada, em Brasília. Na ocasião,
apresentaram juntos, ao vivo, diversos números circenses e teleteatros. Como e
por que receberam esse convite para inaugurar o canal?
A TV
Alvorada estava sendo inaugurada, e não havia uma grade de programação. As
coisas tinham que acontecer meio na base do improviso, além de existirem poucos
artistas em Brasilia em 1960. Como tínhamos vasta experiência do circo-teatro
tradicional, onde apresentávamos peças teatrais, o diretor artístico do canal
(se não me engano, o primeiro nome dele era Wanderley) nos convidou para
apresentar um teleteatro a cada semana. Além dos textos, já tínhamos os elencos
formados com a própria família, minha mãe, que também era atriz, e os outros
artistas do circo. Pena que ainda não existia o videoteipe e nada disso ficou
registrado.
Nesse
período em que foram casados, Dedé manifestou interesse em trabalhar na televisão
e no cinema? Ele compartilhava seus sonhos com você?
Compartilhava,
claro. Quando nos casamos, Dedé tinha 22 anos e sempre foi apaixonado pela sua
profissão. Se não me engano, ele já havia feito algumas participações em filmes
com o Colé. Trabalhar em cinema e na televisão (depois que ela se tornou o
maior veículo de comunicação) sempre foi o sonho de qualquer artista.
Gostaria
de saber se em algum momento Dedé manifestou desapontamento por ser um “escada” e ser
posicionado como um “coadjuvante”
em participações e trabalhos na televisão e cinema?
Enquanto
estivemos casados, Dedé sempre foi o primeiro cômico nos espetáculos em que participou.
Tanto em nosso circo, como depois da morte do Maurício, nas companhias de
Fernando Dávila, do Jardel Bôscoli e J. Maia, que eram produtores de Teatro de
Revista. Depois, quando fez dupla com Renato Aragão, eu e ele já estávamos
separados; e a separação foi uma fase dolorida. Deixou algumas mágoas e marcas.
A morte do Maurício ainda era recente e tínhamos uma segunda filha ainda bebê.
O processo de desquite nos deixou um pouco estremecidos. Nas poucas vezes em
que nos encontramos, no início da dupla Dedé e Didi,
foi sempre para falar sobre nossa filha, Maria Leone. Só para esclarecer, esse
clima entre nós perdurou por algum tempo. Mais tarde, ele formou outra família,
teve mais filhos. Depois, quando veio a lei do divórcio, nos divorciamos, eu me
casei uma segunda vez e tive mais sete filhos. Hoje, Maria Leone se dá muito
bem com a esposa dele e os irmãos por parte de pai. O tempo, a experiência de
nossa vidas em separado e a maturidade sanaram qualquer mágoa que pudesse haver
entre nós e nos fez compreender os enganos da juventude. Felizmente, ainda
nesta encarnação. Hoje, eu e Dedé somos bons amigos.
Os Trapalhões: Ana Maria Magalhães
ANA
MARIA MAGALHÃES
Atriz
Como
surgiu o convite para trabalhar com Os
Trapalhões?
Sinceramente,
não lembro como surgiu o convite. Lembro que o filme foi rodado em locação, e
ficamos hospedados em um hotel. No Rio de Janeiro, gravei apenas no Parque
Lage, na esquina do apartamento onde eu morava na ocasião. Aproveitei para
levar meus filhos, que eram fãs dos Trapalhões.
Quais
as suas principais recordações dos bastidores de filmagens com Os Trapalhões?
Nas
filmagens, reencontrei colegas e fiz novos amigos. O diretor, J. B. Tanko, era cineasta
experiente que vinha das chanchadas. Sempre gostei de conhecer e trabalhar com
essas legendas do cinema. Em algumas cenas, ele rodou com duas câmeras, o que
era novidade para mim. Guardo boa lembrança do único contato que tive com ele
fora do set.
Uma noite alegre, dando risada com o Mussum, em que o J. B.Tanko abriu uma
garrafa de champanhe em minha homenagem.
Como
era o seu contato com o quarteto (Didi, Dedé, Mussum e Zacarias)?
Era
divertido filmar com Os Trapalhões.
O contato com o Renato Aragão era mais formal. Uma vez, ele convidou e eu
almocei com ele no trailer. Achava graça em todos, mas um foi especial: Mussum.
Ficamos chapinhas: eu tirava sarro dele; e ele, de mim. Inteligente e
boa-praça, era também sambista do grupo Os Originais do Samba. Mussum era um
artista autêntico, sem afetação.
Que
representava, naquele período, trabalhar num filme dos Trapalhões, que eram
certeza de sucesso de bilheteria?
O
que mais me atraiu foi a possibilidade de trabalhar com eles. Contracenar, participar
das filmagens e ainda atuar em um filme popular. Os Trapalhões na Serra Pelada foi sucesso
de bilheteria, como outros filmes do quarteto.
Por
que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados
pelos Trapalhões?
São
filmes que se destinam ao público infantil, bem-sucedidos e, ainda por cima, estrelados
por humoristas locais. Acho que Os
Trapalhões não andavam em busca de reconhecimento
por parte da crítica; e esta, por sua vez, também não estava interessada nos
seus filmes.
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