quinta-feira, 17 de abril de 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tomas Portella

 
Diretor. Trabalhou como assistente de direção em cerca de 20 filmes, entre eles, ‘Tainá 2 – A aventura continua’ e ‘Meu nome não é Johnny’, ambos de Mauro Lima, ‘Lisbela e o prisioneiro’ (2003) e ‘O bem amado’ (2010), ambos de Guel Arraes e ‘Ensaio sobre a cegueira’ (2008), de Fernando Meirelles. Assinou seu primeiro trabalho na direção em 2011, com o longa-metragem ‘Qualquer gato vira-lata’, adaptação da peça homônima de Juca de Oliveira.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Infelizmente nunca participei da produção de nenhum curta, mas certamente participarei no dia que cruzar meu caminho. Acho que o grande estimulo para participar é a possibilidade de experimentação, a liberdade de trabalhar num sistema mais leve e mais barato além de poder contar historias que cabem em formatos específicos.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Tenho pouco conhecimento sobre o assunto, mas arriscaria dizer que é um ciclo vicioso da falta de exposição com a falta de interesse. As pessoas não se interessam porque não conhecem e não conhecem porque não se interessam. Era preciso promover mais a exibição de curtas em todas as mídias para quebrar esse ciclo, tem muitos curtas bons por ai que não chegam ao publico e consequentemente aos críticos e a mídia.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que conquistar um espaço nas TVs abertas seria um grande avanço. É definitivamente uma ótima forma de divulgar, mas o mais importante é realmente fomentar a criação de mais festivais onde os filmes possam ser vistos na janela em que foram pensados.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
É possível porém acho complicado se sustentar somente com isso, conseguir verba suficiente para filmar seu curta já é bem difícil e ainda sobrar dinheiro para pagar suas contas, o cara tem que ser magico. O curta-metragem costuma ser um trampolim para fazer um longa (que não é meu caso) na medida em que você consegue mostrar um pouco do seu trabalho. É bem complicado provar para investidores, que um estreante, sem nada pra mostrar é o cara certo para se investir milhões de reais.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Acho que não, a maioria dos cineastas já fez ou como no meu caso, quis fazer um curta. Existe muitas vezes, entre os profissionais, o problema em participar de curtas que é relacionado ao dinheiro. Os caches pagos a equipe (quando tem cachê) são muito baixos e essas pessoas vivem disso e muitas vezes não podem abrir mão de outros trabalhos para participar de um curta. Claro, tem também os que não gostam, mas deixemos eles de fora... eles tem esse direito...
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso muito, tenho uns dois roteiros que quero filmar mas sempre acabo esbarrando com o problema do financiamento. Cinema é muito caro e se o roteiro do seu curta requer um pouco mais de produção você acaba ficando fora do valor dos editais. Não é justo que quem queira fazer um curta tenha sempre que pensar em ideias sem muita produção (salvo de alguns poucos curtas que conseguiram mais dinheiro), isso é um grande limitador.

terça-feira, 15 de abril de 2014

R.F.Lucchetti: Memória Cinematográfica




Graças ao seu roteirista, o lendario R.L.Lucchetti, ‘O Segredo da Múmia’ foi adaptado para os quadrinhos, com desenhos do fabuloso Rodolfo Zalla, sendo lançada simultaneamente ao filme, em 1982.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

André Fusko

 
Ator. Protagonizou a série ‘Unidos do Livramento’ na TV Cultura. Atuou também na telenovela ‘Escrava Isaura’, na Rede Record.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Bom roteiro e profissionalismo da equipe. Existem algumas pessoas que fazem curta-metragem de forma descompromissada.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não existe o costume em nossa cultura de assistir os curtas. Normalmente o público é de estudantes de cinema ou pessoas envolvidas com o entretenimento. Acho que é isso. Quando procuro curtas em uma Locadora não encontro variedade nem qualidade.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Divulgação. Revistas, informes publicitários em televisão, Jornais, cadernos de Cultura etc. Assim como Teatro e Cinema. O que não se divulga não é procurado. Sou contra a obrigatoriedade, por exemplo, antes de um longa-metragem. Não se pode obrigar, isto gera uma indisposição por parte do espectador.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Acho difícil sobreviver só produzindo curtas, a não ser em publicidade. Muitas vezes os curtas são a oportunidade de fazer algo com mais liberdade artística do que se faz para sobreviver. Mas não deixa de ser uma escola para depois se fazer um longa-metragem. 
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não sei responder. Sou ator e produtor de teatro, não percebo este tipo de preconceito. Talvez se fosse diretor de cinema saberia dizer.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Já fiz alguns caseiros editando no meu Mac e captando imagem em celular. Adorei. Tenho muitas ideias, mas como médico, autor de teatro, produtor de teatro, ator, diretor de teatro... não sobra muito tempo!

sábado, 12 de abril de 2014

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Guilherme Pereira

 
Cineasta. Entre os seus trabalhos de maior destaque estão cos curtas-metragens ‘Além da cura’; ‘Em outros olhos’ e ‘Camile’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O curta funciona como uma porta de entrada para a realização de longas-metragens. Como ainda sou novo e nenhum produtor confia tanta grana em mim, o caminho mais fácil para eu mostrar minha capacidade é através de um curta. Fora isso, o fato de que estou cursando faculdade de cinema contribuí diretamente para minhas produções, tendo em vista que a maioria dos trabalhos de conclusão de trimestre são produções em curta-metragem.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Creio eu porque eles são praticamente impossíveis de serem vistos. Pra você assistir a um curta, você tem que procurá-lo, ele não vai estar passando na TV pra você assistir, ele não vai estar passando no cinema próximo de sua casa, ele não vai estar disponível para locação na locadora da esquina. Como você espera que um jornal reserve um espaço para falar de um curta sendo que ele não é acessível para o grande público?
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acredito que deveria existir alguma lei em que seja obrigatório a exibição de um curta-metragem nas salas de cinema antes do longa. E  esse antes é exatamente antes do filme e depois dos comerciais e trailers.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Não é possível ser um cineasta só de curtas. Curtas só dão despesas e raramente geram lucros. Você pode ser contratado para dirigir um longa porque mostrou competência em seu curta, mas é raro você gerar lucro somente com curtas.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Nem um pouco. Todo grande cineasta já fez um curta, e grande parte deles ainda fazem. O curta é uma maneira de você experimentar novas técnicas de narrativa e estilo, para ver se funciona.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não só penso, mas como vou. Já estou na fase de pré-produção do meu mais novo projeto.