terça-feira, 4 de junho de 2013

Denise Del Vecchio

Atriz. Atuou em diversas telenovelas, entre elas ‘Forças de Um Desejo’ (TV Globo). No cinema ‘Jecão - Um fofoqueiro no céu’ e ‘Doramundo’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta metragem?
Antes de mais nada um roteiro com um personagem que me agrade e que eu tenha condições de realizar bem. Os orçamentos geralmente são muito baixos, então aceito por paixão. Por poder viver a experiência do cinema.
 
Por que os curtas não tem espaço em críticas de jornais e atenção da
mídia em geral?
Os espaços para crítica nos jornais tradicionais estão cada vez menor para, praticamente todos os gêneros. Teatro, cinema (longa, documentário, etc.) Hoje a crítica já não funciona como a visão de fora da obra que ajuda o artista crescer. Está presa nas leis de mercado pura e simplesmente e na opinião absolutamente subjetiva de quem escreve. O crítico, na maioria das vezes, quer marcar posição e não abrir portas para a discussão sobre o objeto criticado. Sendo assim, me parece que a falta de espaço para os curtas é mais uma consequência da falta de interesse pelo debate e o pensamento em geral.
 
Na sua opinião como deveria ser a exibição dos curtas para atingir
mais público?
A TV aberta é o caminho mais óbvio. Não sei qual é a repercussão dos filmes exibidos no Canal Brasil. Mas a produção do curta precisa vir com propostas de novos espaços.
 
É possível um cineasta só de curta metragem? Vemos que o curta é
sempre um trampolim para fazer um longa
...
Tenho pouquíssima experiência em cinema, infelizmente. Mas hoje, com a variedade de meios de comunicação, acho que o curta pode ter uma vida própria, desde que ele atenda a exigência do cineasta e do público a quem ele pretende se dirigir. O filme pode ser visto no celular,ou num tablet e aí é bom não ser longo. Ao falar de curta estamos falando de uma opção estética e não apenas da impossibilidade de realizar um longa.
 
O curta metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Talvez seja visto por alguns como "coisa de iniciante", mas não tenho base nenhuma para afirmar isso, é apenas uma impressão. Insisto que novos desafios estão se abrindo e novos espaços esperam para ser ocupados.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nem curta, nem longa. Sou atriz e não me vejo em condições para dirigir cinema. Poderia sim participar como atriz de um curta, que me interessasse.

sábado, 1 de junho de 2013

R.F.Lucchetti: Memória Cinematográfica

Esse texto tem uma curiosidade a respeito de um pensamento de R.F.Lucchetti, uma autêntica premonição.

Lembro-me do primeiro conto que eu escrevi. Intitulava-se “O Corcunda”, uma mescla de “A Bela e a Fera” a qual foi contada pela minha professora do primário, D.Tomazia Bruni e “O Anão Amarelo”, um livrinho que pertencia à minha irmã Célia, e que fazia parte da famosa Biblioteca Infantil da Companhia Melhoramentos com aquela clássica e inesquecível imagem da avozinha cercada pelos netinhos. Essa foi uma coleção muito popular nos anos 30 e 40.

A ideia desse conto não nasceu propriamente das duas histórias citadas. Perto de minha casa onde morava na Lapa, havia um anãozinho corcunda. Todos os garotos da vizinhança tinham medo dele e corriam sempre quando ele aparecia, mas eu ficava olhando-o num misto de curiosidade e piedade. Uma vez ele me dirigiu a palavra, perguntando-me porque eu não fugia dele como os demais meninos? Por quê haveria fugir? Respondi-lhe. Desde então ele passou a me cumprimentar com um sorriso no seu semblante triste. Nesse meu conto eu quis demonstrar que as pessoas nunca devem ser julgadas pela sua aparência física.

Mandei o contato para “O Tico-Tico” que era a mais tradicional revista infantil da época. Não se passou muito tempo e ele me foi devolvido com uma atenciosa carta escrita de próprio punho e assinada pelo Galvão de Queiroz. Primeiro ele comentou que eu devia ter me inspirado em alguma história, depois aconselhou-me de que antes de começar a escrever eu devia ler muito, principalmente os bons autores e estudar sintaxe.

A emoção de receber a carta foi muito maior do que seu o meu conto houvesse sido publicado. Eu conhecia o Galvão de Queiroz dos contos que ele escrevia para “O Tico-Tico” e dos livrinhos infantis como “Pedrinho, o Pequeno Corsário”. Até hoje eu guardo essa carta com muito carinho.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cláudio Curi

Cláudio Curi é um ator e cantor. Atuou na telenovela ‘A Escrava Isaura’ (versão da TV Record). No Cinema, entre outros, esteve em 'O beijo da Mulher Aranha' de Hector Babenco, 'Forever' de Walter Hugo Khouri, 'Capitalismo Selvagem' de André Klotzel e 'Boleiros' de Ugo Giorgetti.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Geralmente são participações afetivas, pois, nós atores, somos muito solicitados pelos estudantes de cinema e as produções de curtas geralmente não têm cachês para os atores profissionais. Aceitamos. também, quando gostamos do roteiro ou quando, como já disse acima, somos ligados, por amizade, com algum cineasta como foi o caso do último curta que fiz Sonho de Valsa, de Beto Besant, filme este que já participou de vários festivais.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porquê são pouco exibidos, geralmente participando de mostras específicas ou de festivais de cinema. Normalmente,  os curtas não têm a mesma atenção da mídia e dos críticos, os quais são mais voltados para os longas-metragens.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acredito que deveria existir uma cota obrigatória para exibição dos curtas. Antigamente, nas salas de cinema tínhamos, antes da exibição do longa, os complementos nacionais, ou seja, "os jornais" como eram chamados. Atualmente, só propaganda (em excesso) e trailers. Por que não a exibição de um curta, como complemento, antes do longa? Tomaríamos conhecimento de jovens cineastas, promissores, que, certamente, depois, fariam carreira em longas-metragens.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Acho que sim, dependendo da visão do cineasta. Mas, acredito eu, o curta geralmente serve de trampolim para o longa que, penso eu, seja a ambição de qualquer cineasta, bem como para ótimos trabalhos em televisão, como ocorre com vários.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não creio. Acho que cineasta é cineasta, seja de curtas, quanto de longas. O que importa é o amor pelo cinema.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não, não penso, embora seja cinéfilo e adore cinema. Meu trabalho é o de ator, diante das câmeras, que é o que eu gosto de fazer.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tom Paranhos

Cursou o CPT - Centro de Pesquisa Teatral coordenado por Antunes Filho (2013). É ator formado no curso de Atuação da SP Escola de Teatro (2011) com graduação em Letras pela FFLCH/USP (2009). Integra o núcleo permanente de pesquisa e criação do Grupo Atocontínuo... desde 2007. O coletivo pesquisa novas fontes de dramaturgia como o material fonográfico e a atuação performativa. Participou como ator de dois espetáculos do grupo, além de dirigir e atuar no exercício cênico ‘O homem: O seu Amor’ (2007).
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
É comum a disseminação de curtas-metragens utilizados no contexto de outras obras artísticas como em peças de teatro, por exemplo. Sempre considero interessantes e enriquecedoras essas inserções e diálogos entre cinema e teatro, ou cinema e artes plásticas etc.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Tenho a impressão de que os curtas se tornaram o espaço do experimental no cinema, portanto, a imprensa se interessa por esses materiais novos onde a pesquisa de temas e linguagens pode ser mais fértil.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Não tenho muita idéia porque não sou um ator da área. Mas acredito que experiências como aquelas de ‘NY, I love U’, ‘Paris je t´aime’, nos quais temos curtas agregados, são bem interessantes para a difusão da linguagem. Mesmo aqui no Brasil como naquela produção recente "5 vezes favela" que também tem uma proposta semelhante. A presença de festivais temáticos também pode aproximar o público por afinidade com os temas dos mesmos. Aqui em São Paulo o MIX Brasil é um exemplo disso.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Acho que a linguagem está sempre na dependência do que se quer dizer. Não dá pra pensar linguagem (forma) antes do conteúdo, é bobagem. É preciso olhar para o material que se tem nas mãos e fazer perguntas pra ele.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Realmente não sei.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Quem sabe... Sou muito ligado em "direção de coisas ao vivo" como diria o Chiquinho Medeiros (Diretor Teatral). Acho que primeiro eu teria que investigar mais esta paixão pra num segundo momento pensar no cinema. Mas confesso que adoro a linguagem dos curtas, tem uma pegada própria, uma identidade.

domingo, 26 de maio de 2013

Cássia Linhares

Atriz. Foi protagonista de ‘Malhação’ em 1998.  Atuou também na telenovela ‘Rebelde’, como Sílvia Campos Sales. No cinema atuou em ‘Bossa Nova’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O desapego do padrão.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque deixou de ser obrigatório nas salas de cinema. Lembra, antes de cada filme passavem curtas?!
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Tinha que jogar na TV, como um programa mesmo. E claro voltar aos cinemas.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Ou para a mídia.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não acredito nisso, seria muito estranho não gostar de filmar. Não importa se o filme tem 2, 15 ou 90 minutos. O que me faz querer registar imagens sãos as histórias.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Claro que sim!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

BISTURI - Rejane K. Arruda

“A Palavra Emoldurada, uma Árvore e um Ônibus: Sobre Vai e Vem de João Cesar Monteiro”
por Rejane K. Arruda
“A língua portuguesa é muito traiçoeira. É preciso dar tempo ao tempo” diz João Cesar Monteiro em certo momento de “Vai e vem”, filme de 2002. Em cena de forma bastante performativa, quase como ele mesmo, tece relações com algumas mulheres e a família enquanto o tempo passa em quadros estáticos muito bem delineados. Alternados com estes bate-papos intensos no interior de uma casa ou café, estão os também estáticos quadros de um interior de ônibus e uma enorme árvore, onde João está na maior parte do tempo só, no espaço, para a ação de um cigarro.
É um tipo de filme que, para escrever sobre ele é preciso se pôr a inventar. Mas, ainda assim, dá para destacar aspectos. A música responsável por uma visualidade completamente distinta da que a imagem trás e entre as duas dá-se o espaço de uma contemplação. As memórias da moça vestida com pelos artificiais e compridos: “Cortei o cabelo que meu pai penteou” são lindas. A cena termina com ele falando: “As recordações da infância são sagradas” – e o sentido aparece. Um ponto de basta. De maneira simples e abrupta. “Cortar os cabelos” ganha outro estatuto quando diz: “Dá pra encher um travesseiro e morrer abraçado a ele”. O tempo todo é esta coincidência da ação banal, cotidiana, com a palavra que a eleva, emoldurada pela imagem.
É como se a poética fosse sendo apurada a cada um destes quadros onde o arranjo se repete: o bom-papo com uma mulher, o enquadramento fixo, o ar do cotidiano misturado com a palavra-citação, filosofia, narrativa, poesia, brincadeira. A palavra emoldurada. Um espaço de emolduração da palavra-coisa. Palavra-coisa que ocupa o seu espaço. Não para de sair da boca. E quadros dentro de quadros, janelas em janelas. Meninas de vestidos largos. A infância ali no lugar errado. Palavra que guarda imagens e expele-as. Mundo que se vê de fora. Ouvir. Já estou inventando.
Agora são as três janelas – entre duas estantes de livro. E do bate-papo corta para uma canção – máxima da palavra-som. Por onde se instaura a visualidade de uma brincadeira? Da citação que agora advém da dança flamenca? A preparação da representação é brincadeira e ela aparece: é imagem. Um percurso de quadros. Um a um com a câmera fixa. “Suzana coração de mi vida tem dó de mim, perdoe todo o mal que te fiz”. “E eu?” “A menina não perdoa”. “Não sei se sou capaz. Tenho vergonha”. A palavra sem a ação que corresponderia a fala, se a atuação fosse naturalista. Aqui não. A palavra é expelida, solta no ar. Sem a ação. Um erotismo que não acontece. Mas ameaça. A palavra contorna o erotismo. “As recordações da infância são sagradas” e ele corta para uma canção, uma festa popular dentro do ônibus. E desta vez a alegria toma conta.
João Cesar Monteiro segue uma cultura às avessas, a desitua, desobedece, despreza – para fazer filmes instaurando uma outra: outro sitio, um outro lugar no discurso. Deslocando, produzindo, agindo, ativo. Transpassando o cotidiano com as suas imagens nos faz olhar de maneira diferente para ele. Para um ônibus, de uma maneira diferente. Como ele desconstrói e reconstrói os espaços públicos – a praça, o ônibus – e os domésticos, com a estetização de seus objetos. Elevando cada um ao “preço”, ao valor de significante, ou de representante de algo para além deles próprios, fazendo vacilar a referência como diz Jakobson.
Em nova repetição do ônibus agora está com o “menino da gaita” e aquele cachorrinho segurando um potinho para as moedas. Que vi em Portugal. Acho que isto só tem lá se não estou enganada (se estiver me digam). Ou deixar o pensamento fluir, a cadeia desenrolar sem pudores maiores. E na repetição do quarto agora é tudo escuro junto aos atabaques. O parto do falo. A lenda bíblica. A câmera em pan apresenta um ritual da própria morte? Ele aparece no quadro sem som em preto e branco e é esconjurado. Tira os sapatos e beija os pés do defunto. E depois a boca. É uma mulher. O próximo som é apenas um “bip”. Tudo faz alusão a sua própria morte que, no entanto, não acontece. A menina em câmera lenta joga pétalas no caixão e agora, sob os cuidados de uma enfermeira, o erotismo se dá. E depois da última frase (“Quando fores ter com tua amada, nunca te esqueças de levar o chicote”) e a imagem da árvore ocupando o quadro, o órgão olho é exposto em tamanho descomunal durante um tempo. Onde se pode ver o mundo refletido na íris com o buraco da pupila bem ao centro.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ramiro Silveira

Bacharel em Artes Cênicas – Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado em Direção Teatral pela Middlesex University, em Londres, Inglaterra.  Em 2008, auxilia Antonio Abujamra no Centro de Aperfeiçoamento do Ator da Funarte, em São Paulo, e atua sob sua direção no espetáculo "Os Possessos".
 
Você é um profissional mais ligado ao teatro. O que o cinema pode contribuir para o teatro e o que o teatro pode contribuir para o cinema, já que as duas linguagens parecem ser tão diferentes?
São linguagens diferentes mas conectadas pela mesma fonte: artistas em estado expressivo de criação alimentando as sensações dos espectadores. O cinema sem dúvida bebe do teatro (dois mil anos mais velho) e o teatro por vezes se reinventa visitando referências advindas do cinema. Como ambas as artes estão relacionadas diretamente com e para o espectador, o diálogo entre elas, mesmo que apenas referencial, é inevitável.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Simplesmente porque não pertencem a uma indústria. Não são exibidos (salvo em festivais, mostras e raras experiências televisivas) e portanto não despertam o interesse comercial, mola mestra para atrair a atenção da mídia e conseqüentemente o público. Aí se cria um círculo vicioso: os curtas não despertam o interesse da mídia pois não são vistos por um número considerável de pessoas e não são vistos por um número considerável de pessoas porque não tem presença na mídia.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que a internet poderá ser uma grande aliada. Também seria interessante a mobilização para a criação de mais ciclos de exibição e a abertura de possibilidades, junto aos cinemas e as distribuidoras, para que curtas fossem exibidos em programas duplos, com longas, em cinemas de grande público. 
 
Acredita que textos de teatro poderiam ser adaptados ao formato curta? Eles poderiam ser melhor explorados nessa plataforma?
Com certeza textos teatrais poderiam e já são adaptados para a câmera, tanto em forma de curta como de longa. Tudo depende da arte do roteirista e do diretor de conseguir contar a história em um determinado tempo.
 
Como é para um ator, acostumado a trabalhar em teatro, atuar em frente a câmeras de cinema? Qual é o método de preparação para encarar papéis nessa área?
A fonte técnica é a mesma. O que muda é a "calibragem" da expressividade dramática. Diferença básica: no teatro contamos a história para uma platéia, no cinema/TV, para uma lente. Na câmera o ator navega sobretudo através de nuances, detalhes, olho e pensamento e o resultado é diretamente "manipulado" pelo diretor, através de edição, fotografia, etc. O teatro exige uma maior amplitude de expressão, além de possuir a presença viva da platéia e da coisa acontecendo naquele momento, não podendo ser refeita, o que diferencia totalmente a experiência.
 
Não existe "o método". Existe técnica, dedicação e muita prática para que o ator de teatro consiga expressar-se com desenvoltura e naturalidade em frente a uma câmera.
 
Pensa em dirigir um curta? Se sim, como faria para trabalhar com a síntese?
Já tenho feito algumas experiências neste sentido... E a síntese que você fala dependeria certamente da história que eu escolhesse para contar. E de uma boa equipe para levar esta história adiante de uma forma interessante, no tempo de um curta.
 
Qual é o seu próximo projeto?
Neste momento estou mergulhado na pesquisa de doutorado que faço na USP, sobre técnicas de direção de ator. E aí o cinema certamente terá um espaço...