sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

João Signorelli

Ator.
 
Qual é a sua formação? Estudou artes cênicas?
Eu não fiz escola de arte dramática. Comecei a trabalhar profissionalmente aos 16 anos e me formei na prática. Dois cursos depois foram fundamentais pro meu trabalho. Dois anos aluno de Juliana Carneiro da Cunha e dois anos aluno de Klaus Vianna.
 
Como você lida com as críticas?
Às vezes ligo às vezes não.
 
Seu primeiro trabalho em telenovela foi em ‘Supermanoela’ , onde interpretou Nando. Poucos conhecem essa produção. Pode falar sobre ela?
Foi uma novela das 19h de Walter Negrão dirigida por Reynaldo Boury e Marilia Pera e Paulo José nos papéis principais. Ela um empregada a Manoela e ele vestibulando com vários personagens da novela, ela tratava do vestibular.
 
Você participou também de outras grandes produções nacionais como as novelas “Tieta” e “Dona Beja” e as minisséries “O Sorriso do Lagarto” e “Grande Sertões: Veredas”. Como surgiram esses convites?
Olha na verdade, pra todos esses trabalhos que você citou, eu é que fui me apresentar e pedir um papel.
 
Muitos críticos consideram a telenovela um gênero menor. Como vê isso?
Eu não acho. No tempo em que vivemos toda obra de arte é um produto.
 
Numa outra perspectiva, tem setores da sua classe que consideram o trabalho em televisão superficial, que pouco ou nada acrescenta. Qual é a sua análise?
Eu sinto que fazer novela te prepara pra você ter respostas rápidas e criativas na sua atuação pra situações e criações.
 
Há espaço para atuações fora dos cânones televisivos dentro da televisão?
Acho que sim.
 
Quais são as suas referências em interpretação?
Zanoni Ferriti, Antonio Fagundes, Al Pacino, Robert de Niro.
 
"O Disco Solar" foi um espetáculo de teatro que você atuou. Conte sobre ele.
Um lindo espetáculo que falava do mito das Amazonas mulheres guerreiras que viviam na floresta amazônica depois da invasão espanhola na américa latina.
 
A partir de 2004, e por mais de três anos, interpreta "Gandhi, Um Líder Servidor", apresentando-se por todo país em empresas, teatros, em instituições de ensino, clínicas, abertura de eventos, congressos e seminários. Como foi o processo de criação deste espetáculo?
Vi várias vezes o filme , li e ainda leio tudo que sai sobre ele ,ensaiamos dois meses ,4 horas por dia.
 
 
No cinema, destacam-se suas participações em "Fogo Morto", "Meus Homens Meus Amores" e "Boca de Ouro". Qual é a sua opinião sobre o trabalho do ator no cinema?
É a linguagem que mais gosto de fazer. É calma a dinâmica de produção, pelo menos pra nós atores, alia na criação dos personagens, o barroco do teatro com a rapidez televisiva. É interessante.
 
Como analisa essa nova fase do cinema nacional? Tem interesse em atuar mais nessa área?
Tem filmes lindos, gosto muito dos documentários feitos aqui e adoraria ser chamado pra fazer mais filmes.
 
Você já atuou em curtas-metragens, qual é a sua análise desse gênero?
Eu acho ótimo, pois os que fiz ,foram com estudantes e é ótimo trabalhar com a liberdade com a ousadia que eles podem ter.
 
O curta-metragem é a plataforma mais usada para expandir ideias audiovisuais. Sejam elas técnicas ou artísticas. O que te faria aceitar participar de uma produção em curta-metragem?
Ser chamado e gostar da equipe e do texto.
 
Pensa em dirigir em algum momento?
Penso sim.
 
O que você projeta para a sua carreira daqui para frente?
Continuar fazendo o Gandhi até o fim de meus dias e fazer mais cinema e fazer uma novela estou sentindo falta.
 
Para finalizar, gostaria de saber qual é a maior verdade e qual é a maior mentira que contaram a seu respeito.
Que eu sou um homem bom.

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