sábado, 23 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Silvio Santos: Vida, Luta e Glória.

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Chamada comercial produzida e veiculada pelo SBT a respeito da HQ "Silvio Santos: Vida, Luta e Glória", escrita por R.F. Lucchetti, desenhada por Sérgio. M.Lima, restaurada pelas Faculdades Integradas Rio Branco, coordenada por Rafael Spaca e editada pela AVEC Editora.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os Trapalhões: Edson Lopes


Edson Lopes
Produtor executivo do musical


Como surgiu a ideia de levar para o palco Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical?
Surgiu em um jantar com amigos em comum que nos apresentaram o Renato Aragão, de quem sempre fomos fãs. Logo veio a ideia de comemorar os oitenta anos do Renato com a sua estreia em teatro. Tudo correu rápido, e tivemos um encontro muito bonito e surpreendente.

Os Saltimbancos Trapalhões é o único filme do quarteto que podemos considerar um musical no sentido stricto sensu da palavra. Isso, de certa forma, facilitou o trabalho?
O formato do musical é bem diferente do filme. A história é outra, criamos uma série de personagens novos e tramas paralelas, todos os números são bem diferentes. No filme, os números aparecem como videoclipes e têm toda essa estética audiovisual da época. No musical, o desafio foi tornar os números como parte da peça, fazendo com que o roteiro e as histórias avançassem.

Antes de produzir o espetáculo, você assistia e acompanhava no cinema os filmes que Os Trapalhões produziam?
Com certeza. São filmes que fazem parte do inconsciente coletivo brasileiro.

Renato Aragão e Dedé Santana deixaram sua equipe livre para criar ou participaram da elaboração de todo o processo de produção do musical?
Tivemos total liberdade na criação, carta branca mesmo.

Quais são os grandes desafios de ter no elenco de uma produção desse porte atores notoriamente não-teatrias e musicais como Renato Aragão e Dedé Santana?
Renato e Dedé são dois de nossos grandes atores, entendem tudo do riscado e sabem ter uma plateia nas mãos como ninguém. Desde os primeiros ensaios, eles se jogaram completamente no processo. Tivemos um resultado espetacular.

Renato Aragão ficou surpreendido com a grandiosidade do espetáculo. Foi dito por ele o quão surpreso e encantado ficou. E Dedé Santana? Que ele comentou contigo?
O tamanho da produção impressiona mesmo, com dezenas de atores, técnicos, equipe criativa, produção, divulgação. O Rogério Falcão (cenógrafo) foi muito feliz e criou um cenário que também impressionava, assim como os figurinos da Luciana Buarque. O Dedé veio de circo, tinha um circo familiar. Encontrar aquele circo armado no palco da Cidade das Artes foi, sem dúvida, um momento de muita emoção.

Muitos fãs questionaram a não participação da atriz Lucinha Lins no musical. Além de ter participado do filme, ela possui experiência com canto e musicais. Que de fato ocorreu?
Lucinha é uma de nossas grandes atrizes e cantoras. É uma amiga antiga da dupla Möeller & Botelho. Fizemos juntos uma temporada inesquecível da Ópera do Malandro, em que ela arrasava como Vitória. Depois, criamos uma personagem para ela em Um Dia de Sol em Shangrilá. Em Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical, a personagem Karina (interpretada pela Giselle Prattes) é uma grande homenagem à Lucinha e a tudo o que ela representou para uma geração inteira. Tivemos a honra de ter a Lucinha na estreia, que ficou muito emocionada e aprovou o trabalho da Giselle.

Roberto Guilherme (Sargento Pincel) é um profissional com participação ativa, mais na televisão do que nos filmes dos Trapalhões. São raríssimas as entrevistas que ele concede. Você conviveu com ele, durante todo esse processo. Gostaria que falasse da participação dele no espetáculo e falasse como Roberto é no dia a dia.
Ao contrário do Sargento Pincel, Roberto é figura doce e que adora trabalhar. Ator disciplinado, pontual, que gosta de chegar cedo, colocar o figurino e repassar as suas cenas. Todos os dias, ele fica escondido na coxia para assistir às cenas em que não está.

Renato Aragão disse em entrevista que, se vivo estivessem, Zacarias e Mussum também estariam no musical. Duas perguntas: imagina como seria o impacto do quarteto todo no palco? Haveria também, se vivo estivesse, um espaço para o Tião Macalé?
Seria, certamente, muito emocionante. O espetáculo os homenageia, e não tem um dia em que eles não sejam lembrados por todos que estão ali. Tião Macalé poderia estar também presente, com certeza.

Por que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados pelos Trapalhões?
Não são todos os críticos e nem todos os intelectuais, não podemos generalizar. De qualquer forma, existe – em todos os campos da arte – esse eterno preconceito contra os artistas populares. Fazer sucesso e vender ingresso ainda gera a desconfiança de muitos.

Como classifica o cinema feito pelos Trapalhões?
Um cinema popular e genuíno e muito benfeito, que se comunicava com todas as faixas etárias e sociais.

Você fez uma pesquisa para descobrir se o perfil do público que ia assistir a Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical era prioritariamente de fãs saudosos dos Trapalhões, fãs de musicais ou uma mistura dos dois?
Tivemos uma plateia bem diversificada. O mais bonito foi ver os fãs antigos de Os Trapalhões levando seus filhos e netos. Os mais novos não conheciam Renato e Dedé e saíam de lá encantados. A reação das crianças, durante o musical, era incrível.

O que projetou antes da pesquisa para a produção do musical, suas expectativas em relação a este trabalho foram alcançadas?
Sem nenhuma dúvida, todas as expectativas foram alcançadas, conseguimos montar um espetáculo que emocionou e conquistou o público carioca, um grande sucesso!

Gostaria que contasse alguma curiosidade ou fato desconhecido do público que tenha presenciado como testemunha ocular, durante todo esse processo de construção e/ou realização do espetáculo.
Eu gostaria de ressaltar a generosidade do Renato Aragão. Poderia falar não apenas de uma, mas de diversas ocasiões em que me emocionei com suas atitudes, principalmente com o carinho e respeito que ele tem pelo público. Todos os dias, dezenas de pessoas aguardavam para falar, tirar uma simples foto, crianças e adultos todos misturados; e ele, mesmo cansado, atendia a todos e só depois entrava no carro para ir embora. Às vezes, ele chegava para trabalhar com uma camisa polo que tinha bordado no peito um Didi em caricatura. Eu achava aquilo o máximo: ver o Renato, aos oitenta anos, todo arrumado e com aquela camisa super descontraída. Era uma delícia. Um belo dia, eu não resisti e falei: “Renato, essa sua camisa é o máximo.”. No dia seguinte, eu tinha compromisso e não iria ao teatro; mas recebi uma ligação da minha assistente dizendo: “Seu Renato quer falar com o senhor, já o procurou duas vezes...” É claro que mudei tudo e fui para o teatro. Cheguei no intervalo do segundo ato e segui direto para o camarim. Quando entrei, ele estava com duas camisas na mão e me disse: “Para você, com todo meu carinho.” Naquele momento, eu lembrei-me de toda a minha infância e meus olhos encheram-se de lágrimas. Não resisti e chorei... São apenas camisas, mas as ganhei do Renato, de quem sempre fui fã. Ele é uma pessoa fantástica que consegue surpreender a todos a todo momento. Sua alegria é algo contagiante e inesquecível.

Os Trapalhões: Edino Krieger


Edino Krieger
Compositor


O senhor trabalhou com Os Trapalhões em cinco longas-metragens. Como e por quem recebeu o convite para desenvolver as trilhas sonoras desses filmes? Como foi a experiência?
Quem me convidou para compor as trilhas dos cinco filmes dos Trapalhões foi o produtor daqueles filmes, J. B. Tanko.

Que representou para a sua carreira trabalhar em produções estreladas pelos Trapalhões, que eram fenômenos de bilheteria?
Não tive nenhum problema em compor para os filmes dos Trapalhões, porque, embora meu interesse principal seja a música clássica, tive várias experiências com a música popular. Fui até mesmo premiado em dois Festivais Internacionais da Canção Popular, com duas marchas-rancho: “Fuga e Anti-Fuga”, com letra de Vinicius de Moraes, em 1967; e “Passacalha”, em 1968.

Num primeiro momento parece conflitante um músico com formação erudita se aliar a artistas populares e trabalhar em conjunto. Como foi esse processo na sua cabeça?
O processo de trabalho foi sempre o mesmo: assistia ao filme na moviola; anotava a minutagem das cenas que deviam ter música, na opinião do produtor; fazia a música; dirigia a gravação do áudio; e assistia depois a gravação da trilha no filme.

Quais as suas lembranças dessas produções? O senhor teve algum contato com Os Trapalhões?
Para mim, fazer as trilhas para esses filmes foi uma experiência muito boa, pois é sempre bom a gente poder ouvir o que se escreve. Não foi diferente das experiências que fiz compondo trilhas para jingles. Comerciais fiz mais de vinte e também compus para teatro. Todos esses trabalhos foram parte da minha atividade profissional para fins de experiência e de sobrevivência. Tive pouco contato pessoal com Os Trapalhões. Lembro que um dia o Renato Aragão apareceu no estúdio e fomos apresentados. Não acompanhei as críticas sobre os filmes. No meu entendimento, são filmes benfeitos e repletos de um humor sadio.

Gostaria de saber por que uma parceria tão vitoriosa como a sua, com Os Trapalhões, não perdurou mais?
Depois desses cinco filmes, em que o orçamento para a música era bastante reduzido, Os Trapalhões, que se tornaram com razão um sucesso de bilheteria, passaram a produzir eles mesmos os seus filmes e a cuidar das trilhas.

Os Trapalhões: Edgar Moura


Edgar Moura
Diretor de fotografia


Você tem no currículo mais de quarenta longas-metragens. Sua estreia na direção de fotografia foi em A Queda (1976), dirigido por Ruy Guerra. Quando e em que circunstâncias recebeu o convite para ser diretor de fotografia dos filmes dos Trapalhões?
Um filme leva a outro. Com Ruy Guerra como diretor, filmei com Carvana como ator. Com Carvana como diretor, filmei com Daniel Filho como ator. Com Daniel Filho como diretor, filmei com Renato Aragão como ator. Com Renato Aragão como produtor, filmei com Carlos Manga como diretor e Pelé como ator. Com Pelé como produtor...

Você foi cartunista, colunista e fotógrafo de O Pasquim, entre os anos 1973 e 1986. O humor de O Pasquim era completamente diferente do humor dos Trapalhões. Gostaria que comentasse a respeito.
Não se cruzaram. Nem entrevista com Renato Aragão O Pasquim fez.

O Cangaceiro Trapalhão, seu primeiro filme com o quarteto, foi todo inspirado na minissérie Lampião e Maria Bonita. Para você, como diretor de fotografia, qual foi o maior desafio nesse filme? Não parecer uma repetição do que foi exibido na televisão ou buscar novos aspectos a respeito da história?
Ao contrário, as referências eram procuradas e bem-vindas. Atores da série trabalharam também no filme. Nelson Xavier, por exemplo.

Você se formou pelo Institut National Supérieur des Arts du Spetacle de Bruxelas, Foi professor colaborador de Fotografia de Cinema na UFF (Universidade Federal Fluminense) e no Instituto Nacional de Cinema de Moçambique, além de viver e trabalhar com cinema por muitos anos. Com toda essa vivência e conhecimento, gostaria que definisse o cinema dos Trapalhões.
Os filmes dos Trapalhões não eram cinema além do suporte físico. A maior ligação com o cinema eram as paródias. O Cangaceiro Trapalhão levava isso ao extremo, ao parodiar não só a minissérie da tevê como cenas explícitas de filmes como Meu Ódio Será Tua Herança, a saída das piscinas tipo Esther Wlliams ou a casa sem gravidade de 2001 – Uma Odisseia no Espaço etc.

No decorrer de sua carreira cinematográfica, você estabeleceu duradouras parcerias junto a cineastas como Ruy Guerra, Tizuka Yamasaki e Moacyr Góes. Por que trabalhou pouco com Os Trapalhões?
Daniel Filho e Carlos Manga fizeram filmes melhores dos Trapalhões, com técnicos mais caros, que nem por isso renderam mais dinheiro. A experiência acabou por aí.

Renato Aragão tem fama de ser perfeccionista. Isso procede? Ele acompanha tudo?
Os dois diretores com quem trabalhei nos filmes dos Trapalhões, Daniel Filho e Carlos Manga, foram contratados para revolucionar os filmes dos Trapalhões. Eles tiveram controle completo do processo. A bilheteria desses filmes não foi diferente da dos outros filmes dos Trapalhões.

Os Trapalhões: Doc Comparato


Doc Comparato
Roteirista


Em 1982, você escreveu, em parceria com Aguinaldo Silva, a primeira minissérie exibida pela TV Globo, a premiada Lampião e Maria Bonita. Esse projeto rendeu inúmeros elogios da crítica especializada (ganhando prêmios como o da Associação Paulista de Críticos de Arte e a medalha de ouro no Festival Internacional de Nova York) e foi um sucesso de público. Esse trabalho rendeu o convite para trabalhar pela primeira vez com Os Trapalhões. Como foi repensar a história de Lampião e Maria Bonita para Os Trapalhões no cinema?
Sem problemas. Escrevo e tenho publicados livros infantis como Nadistas e Tudistas e A Íncrível Viagem. Estou acostumado a escrever para crianças e adolescentes. Já ganhei até o prêmio Zilka Salaberry de teatro infantil. Então, não tive problemas em adaptar a história de Lampião para crianças.

Antes de iniciar essa parceria profissional com Os Trapalhões, você já acompanhava os seus filmes?
Sim.

Que tipo de cautela você teve para que o filme não virasse um repeteco da minissérie?
Respeitando o público. Criança não é sinônimo de idiota. O filme ganhou o festival para filmes infantis e adolescentes em Tomar, Portugal. E foi exibido na Europa.

Em O Cangaceiro Trapalhão, vocês contaram com um time repleto de estrelas. Tânia Alves e Nelson Xavier repetem o casal de protagonistas da minissérie, mas o filme conta também com Regina Duarte, Tarcísio Meira, Bruna Lombardi, José Dumont e Cininha de Paula. Como é trabalhar em uma produção com tanta estrela? O roteiro ganha o quê com a escalação dessas estrelas?
O filme cresce, quando tem uma boa escalação.

Nesse filme você faz uma rápida aparição como ator. Como foi isso para você?
Uma inesquecível experiência. Descobri que a minha verdadeira vocação é ser ator. Mas, afinal, o roteirista vive todos os papéis.

Quais as suas maiores recordações desse filme?
A rodagem. Tudo foi muito agradável. Saudades.

Como foi a sua relação com o quarteto?
Muito boa. Almoçava no trailer dos Trapalhões. Fui tratado com enorme carinho.

Quais os maiores desafios, quando se escreve um roteiro voltado para o público infantil?
Respeitar a inteligência e a percepção infantis.

1983 marcou a ruptura dos Trapalhões. De um lado ficou Renato Aragão, que filmou O Trapalhão na Arca de Noé; e de outro, na DeMuZa, ficaram Dedé, Mussum e Zacarias, que filmaram Atrapalhando a Suate. Você voltou a trabalhar com Renato Aragão. Como e em que circunstância recebeu o convite para roteirizar O Trapalhão na Arca de Noé?
Foi o resultado do primeiro filme.

É verdade que Renato Aragão queria fazer o melhor filme da sua carreira em O Trapalhão na Arca de Noé, para mostrar ao Dedé, Mussum e Zacarias que poderia ter uma trajetória sem os três?
Não estou ciente disso.

O Trapalhão na Arca de Noé foi um dos maiores desafios da sua trajetória profissional, tendo em conta que tinha que pensar em um filme sem os outros três Trapalhões?
Não, já que um filme pode ter um protagonista ou vários.

Quais as suas principais recordações dos bastidores de filmagem desse filme?
Excelentes. O clima da filmagem foi muito tranquilo.

Qual a importância destes trabalhos com Os Trapalhões na sua trajetória profissional?
Cada trabalho soma uma nova experiência. Cada desafio, um aprendizado.

Quem era o maior comediante do grupo?
Como toda trupe circense, eles faziam “escada” para o Renato e também entre eles.

Renato Aragão tem fama de ser perfeccionista. Isso procede? Ele acompanha tudo?
Não me consta. É normal que dê uma olhadinha.

Por que os filmes dos Trapalhões conseguiram cativar tantas gerações?
O sucesso é um mistério.

Por que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados pelos Trapalhões?
Não me consta. O Cangaceiro Trapalhão recebeu até prêmios no exterior.

Os Trapalhões: Chico Anysio



“A Escolinha do Professor Raimundo” foi quem lançou o Mussum, ele começou lá.

Chico Anysio, comediante.

Em entrevista dada no dia 21/06/1993 ao Roda Viva (TV Cultura).

Os Trapalhões: Pedro Cardoso


Se eu for para alguém o que o Renato Aragão é para mim, missão cumprida!

Pedro Cardoso, ator.

Declaração dada ao programa Vídeo Show (TV Globo) em 5 de setembro de 2014.

Os Trapalhões: Dercy Gonçalves


Quando mostrei os peitos na avenida (Dercy foi tema da Viradouro em 1991, com o enredo “Bravíssimo – Dercy, O Retrato de um Povo”), mostrei o que tinha de melhor. Não tive nenhuma intenção de debochar nem de agredir a moral ou a estética da família brasileira.

Mostrar os seios é uma coisa divina, porque não há parte do corpo da mulher que seja mais bonita, que tenha mais sentido de feminilidade e de continuidade da vida, porque existe para alimentar novas vidas. A coisa mais linda é uma criança mamando, seio tem a ver com criação, não tem nada de pornográfico. Pornográfico é mostrar a xereca, porque, se está no meio das pernas, é para ficar ali mesmo escondida. Nunca tive problema em mostrar os seios porque meus seios sempre foram muito bonitos. Certa vez, no programa Os Trapalhões, fiz menção de mostrar, mas eles não deixaram, dizendo que os telespectadores iam achar uma imoralidade.

Dercy Gonçalves, atriz.

Trecho extraído do livro “Dercy de Cabo a Rabo”, escrito por Maria Adelaide Amaral, págs. 238 e 239.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

As HQs e o Cinema dos Trapalhões


Entrevista para o programa "Rede de Opinião", das Faculdades Integradas Rio Branco, apresentado pelo professor Alexandre Uehara. Falo a respeito da minha pesquisa relacionada aos Trapalhões. Confiram: https://www.youtube.com/watch?v=BN2sobCw1vY

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

9 anos hoje!!!


9 anos, 9 depoimentos.

Parabéns pela sua trajetória, por suas realizações, por teu envolvimento e comprometimento com a arte!!
Amanda Acosta, atriz.

Vida longa a este blog que pensa e celebra o cinema e sua memória.
Fernando Brito, pesquisador de cinema e curador da Versátil Home Video.

O curta-metragem é um tipo de filme pouco valorizado em nosso país. É algo pouco visto.
E, pior ainda, pouco comentado. Rafael Spaca, o grande batalhador, é um grande incentivador do curta-metragem. Seu blog Os Curtos Filmes, dedicado aos curtas, está completando, agora em 2017, nove anos.
Vida longa a Os Curtos Filmes!
Vida longa a Rafael Spaca!
E espero que Os Curtos Filmes não pare.
Rubens Francisco Lucchetti, escritor.

Um serviço de utilidade pública. Talvez essa seja a melhor maneira de definir todo o trabalho de memória cultural realizado pelo pesquisador Rafael Spaca. Seja por meio de livros, sites e pesquisas ele revelou aspectos do cinema brasileiro que sempre foram omitidos. Spaca é um batalhador nesse sentido. Os nove anos do Curtos Filmes é um acontecimento. Espero que o endereço complete mais e mais aniversários com a qualidade de sempre.
Matheus Trunk, jornalista.

É muito bom ter um espaço dedicado aos filmes de um gênero como a Boca do Lixo, que fazem parte da história do cinema brasileiro. E o Rafael é uma pessoa que sabe transitar por diferentes meios, com muita dedicação e profissionalismo.
Clarissa Kuschnir, jornalista.

Os Curtos Filmes que dizem nossa longa trajetória: assim se conta história. Assim compreendemos o tempo que passa e a essência que fica. cinema pulsa e cultura se constrói com o zelo do nosso maior tesouro: a memória! parabéns 'os curtos filmes', por seu importante papel nesse roteiro! 
Zuzu Leiva, atriz.

SALVE RAFA! E todos os anos comprometido com nosso oficio, tantas vezes desvalorizado! Um blog de quem e para quem ama a arte dos curtos filmes e dos incansáveis sonhos!
Sara Antunes, atriz.

Parabéns! Difícil não é começar um blog e, sim, mantê-lo, alimentá-lo com conteúdo de qualidade. Para isso, além do trabalho despendido, é necessário conhecer o assunto e, sobretudo, paixão pelo tema, que no caso de Rafael Spaca no “Os Curtos Filmes”, é a arte, o cinema. A sétima-arte que pode ser traduzida com igual primor em curtos ou longos filmes. Rafael, que a paixão pela arte nunca acabe dentro de você e que o seu trabalho em prol dela e pela valorização de nossos artistas só cresça e possa ter o reconhecimento devido.
Liz Vamp, atriz.

Parabéns! A equipe do ‘Os Curtos Filmes’ e a nós que podemos usufrui-lo. Bem quando o Rafael me disse 9 anos fui pesquisar o que significa fazer nove anos na numerologia. (Às vezes faço essas coisas para ajudar em escolhas principalmente com números). Vi que nove anos não é um aniversário qualquer. Olha que interessante. Segundo a numerologia nove representa o zero de um ciclo superior de numeração. Ele é, portanto, o começo e o fim, o alfa e o ômega. É o último número simples, portanto ele marca o final de um ciclo e o início de outro. O blog nos trouxe maiores conhecimentos, oportunidades, trocas e informações. Foi um dos poucos espaços de respeito ao curta-metragista. Espero que realmente estes nove anos represente um novo ciclo renovado com novos inícios e um futuro crescimento.
Thais Scabio, produtora.

domingo, 20 de agosto de 2017

Débora Munhyz


Hoje na Ilustrada (Folha de S.Paulo), um trecho do depoimento inédito do saudoso mestre Álvaro de Moya, que poderá ser lido na sua íntegra, no livro "Debora Munhyz, do Terror ao Amor" (Editora Laços), a ser lançado no dia 29 deste mês. Confiram: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/08/1911033-fiz-pornochanchada-satirica-para-bancar-cinema-politico-diz-escritor.shtml

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Silvio Santos - Vida, Luta e Glória.

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A primeira e única biografia autorizada de Silvio Santos, escrita pelo mestre Rubens Francisco Lucchetti, já está à venda. Silvio Santos - Vida, Luta e Glóriahttps://www.amazon.com.br/dp/8567901952/ref=cm_sw_r_fa_asp_U2tWN.QZ0KTYD

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

As HQs dos Trapalhões


Entrevista para o programa "Em Cartaz" a respeito do livro "As HQs dos Trapalhões": https://www.youtube.com/embed//KZjMrPb_FzI

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

As HQs dos Trapalhões


Entrevista para o programa "Artistas e Arteiros", apresentado por Taô BarbosaFalamos dos Trapalhões e da Boca do Lixo. Assistam: https://www.youtube.com/watch?v=XNGU_V-lZ0Y

terça-feira, 1 de agosto de 2017

As HQs dos Trapalhões


Sinopse: 192 páginas, sendo 40 coloridas. Não se trata de uma HQ. É um livro contendo depoimentos de 28 profissionais que trabalharam na produção das revisitas dos Trapalhões, na Bloch Editores, Editora Abril e Editora Escala. O livro traz ainda originais, model sheets, e duas histórias completas no original (sendo uma delas INÉDITA: "O Fantástico Didisena"). Com prefácio de Dedé Santana e textos de Marcus Ramone, Jal e Denison.

Os Trapalhões formaram o grande quarteto do humor na TV durante gerações. Ao longo de décadas, criaram cenas clássicas e personagens inesquecíveis que contribuíram muito para a cultura nacional. Mas a influência de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias não ficou restrita à televisão, suas trapalhadas fizeram história no cinema e também nos quadrinhos.

E é exatamente sobre esta vertente das artes que trata este minucioso trabalho de pesquisa. Com o sucesso do mercado editorial nacional dos anos setenta, oitenta e início dos noventa, antes da massificação da internet, era comum personalidades famosas da mídia ganharem sua versão em quadrinhos.


Os Trapalhões: a série


A atriz Gisele Fraga foi a Greta Star de "Xuxa e os Trapalhões em O Mistério de Robin Hood" (1990). Confira sua emocionante entrevista para a série "O Cinema dos Trapalhões". A série é uma parceria da TV Cidade com a Editora Laços. Assistam: https://www.youtube.com/watch?v=XSaHL5XbjKM

Os Trapalhões: Dick Danello


Dick Danello
Ator


Como surgiu o convite para trabalhar no filme A Ilha dos Paqueras?
O convite foi através do Renato Grechi e de um dos produtores, Nissin Katalan. Tivemos uma conversa e, posteriormente, apresentaram-me Renato, Dedé e cia. Foi muito legal. Eu tinha e tenho 5% do filme.

Esse foi o segundo filme do Renato Aragão. Teve um público de 1.335.132 espectadores, sendo o terceiro filme mais assistido de 1974. Que esse trabalho representa em sua carreira?
Quando o filme foi lançado no Cine Windsor, na Avenida Ipiranga em São Paulo, foi realmente um grande sucesso de bilheteria. Eu era contratado da Gravadora Continental, e a mesma contribuiu para a divulgação do filme. Na época, era uma grande curiosidade esse filme. Devo dizer que esse filme contribuiu muito na minha carreira de cantor e compositor, pois eu havia feito as músicas para o filme, já que eu era o galã cantor do navio Ana Nery, do Lloyd brasileiro.

Quais as suas principais recordações dos bastidores de filmagens de A Ilha dos Paqueras?
Muitas recordações. Eu e Renato principalmente brincávamos muito. Era piada de todos os lados. Era um grupo que se divertia à bessa. E quero confessar uma coisa: eu e o Renato éramos muito mulherengos. Inclusive, chegamos a namorar numa cozinha com as nossas garotas, na pousada onde a equipe toda estava alojada, em Caraguatatuba (SP).

Renato Aragão e Dedé Santana tinham como característica a irreverência. Até nos bastidores das filmagens, eles brincavam muito. Isso procede? As filmagens eram descontraídas?
As filmagens eram sempre alegres e descontraídas. E, sempre que possível, o Dedé sempre aprontava algumas; e era uma gargalhada só.

Como era o seu contato com Renato e Dedé?
Eu já conhecia o Dedé na Rua do Triunfo. O Renato me foi apresentado antes do início do filme; e, depois, ficamos muito amigos, durante as filmagens. Até cantarolava sempre o tema do filme, que é a música “Vedrai, Vedrai”, da qual ele gostava muito.

Você teve contato com Dino Santana, irmão do Dedé, nessa produção?
Sim. Eu conhecia o Dino há algum tempo, pois ele trabalhava num teatro ali no centro de São Paulo. Um cara muito legal, e ficamos amigos também.

Em A Ilha dos Paqueras você compôs a música do filme. Como foi o seu processo de produção para esse trabalho?
Eu era contratado da Continental Discos e propus a eles gravar algumas músicas para o filme. Eles toparam, e aí compus três temas que saíram num compacto (com quatro músicas). Três originais minhas: “Vedrai, Vedrai” (tema), “Sole Spento” e “Você Chegou Aqui” (uma das poucas canções que compus em Português). A outra música que foi colocada nesse disco foi “La Prima Cosa Bella” (do Festival de Sanremo), que eu já havia lançado anteriormente. Gravei nos Estúdios Reunidos da Gazeta, com o maestro mexicano “Pocho”, famoso na época.

A trilha sonora original do filme A Ilha dos Paqueras se tornou um compacto duplo. Vendeu muito à época?
A capa do compacto é uma cena do filme que eu canto na boate do Ana Neri. E entrou nas paradas de sucesso, com uma grande vendagem..

Todos os instrumentos foram executados pela Peruzzi Orchestra. Fale a respeito.
Essa orquestra era do maestro “Pocho”. Somente a canção “La Prima Cosa Bella”, composta por Mogol e Nicola Di Bari, foi gravada com o maestro Waldomiro Lenke.

O filme é dirigido pelo cineasta Fauzi Mansur. Quais as lembranças que você tem do cineasta? Como ele conduziu todo o processo fílmico?
O filme foi dirigido por Fauzi Mansur. As filmagens correram perfeitamente bem, e levamos um mês para terminar o filme. Eu, nessa época, estava cursando a faculdade de Direito no Vale do Paraíba; e, por causa dessas filmagens, acabei perdendo um ano de faculdade. Mas não me arrependo. Tanto é assim que, por incrível que possa parecer, na época, eu namorei três moças. Elas aparecem no filme, e nenhuma sabia das outras. Era uma festa.

Renato Aragão tem fama de ser perfeccionista. Isso procede? Ele acompanha tudo?
Sim, o Renato era perfeccionista. Lembro que, durante as filmagens, ele dava palpites para o Fauzi. E muita coisa era mudada na hora.

O Dedé era mais tranquilo?
O Dedé era bem mais tranquilo. Ele também era bem mulherengo.

Por que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados pelos Trapalhões?
Os críticos rejeitam porque são críticos e eles têm que escrever sobre isso. Mas as críticas não diminuem o trabalho feito pelos Trapalhões, que aliás, surgiram depois de A Ilha dos Paqueras.

Como classifica o cinema feito pelos Trapalhões?
Os filmes dos Trapalhões são feitos principalmente para um público infanto-juvenil, sem frescura... e levando em consideração o divertimento. Tem o seu valor, sim: aquele de divertir.

Gostaria que contasse alguma curiosidade ou fato desconhecido do público que tenha presenciado como testemunha ocular.
Durante as filmagens, aconteceu um fato inédito. Eu tinha como partner Giovanna Ruggier, que, no início das filmagens começou a namorar o fotógrafo de cena Luiz Tripoli. Aí, começou um ciúme por parte dele comigo; e as coisas começaram a se complicar. Por causa disso tudo, ele tirou a Giovanna do filme. E, como eu não tinha acabado as cenas e nem o final, o Fauzi teve que achar outra substituta para contracenar comigo, Conseguiu achar uma outra que não era atriz. E não podia aparecer o rosto. Filmava sempre de longe. É assim na cena que eu canto “Você Chegou Aqui”.

Os Trapalhões: Denise Romita


Denise Romita
Continuísta


Você trabalhou no filme Os Trapalhões no Rabo do Cometa. Como e por quem recebeu o convite para trabalhar nesse filme? Como foi a experiência?
Eu já havia feito outros filmes com eles, e a produção me chamou. Não lembro exatamente quem.

Que representava, naquele período, trabalhar num filme com Os Trapalhões, que eram certeza de sucesso de bilheteria?
Eu sempre gostei muito de trabalhar com eles. Eram divertidos, e gostava de colaborar para a produção do cinema nacional voltado para o público infantil. Sabia que estava participando de um produto que seria visto por muita gente e que, com certeza, a maioria iria se divertir. Acredito que o foco dos Trapalhões sempre foi entretenimento, em sua essência.

Quais as suas lembranças do filme Os Trapalhões no Rabo do Cometa?
Esse filme foi produzido há mais de vinte e cinco anos. Por isso, não lembro muito. Mas a lembrança mais forte é a das filmagens no extinto Teatro Scala (RJ), onde a maior parte do filme acontecia no seu momento “ao vivo”, que não era animação com a participação do Mauricio de Sousa.

Como era a sintonia dele com Renato, sempre por perto?
Eles sempre tiveram uma boa sintonia.

Quais as lembranças de bastidores do filme? Como foi o seu contato com o quarteto?
Fiz vários filmes com eles, as lembranças são sempre as melhores. Era muito divertido trabalhar com eles, apesar de difícil para a continuidade.

O filme combina o uso de live action e animação, um avanço no cinema nacional na época. Ele foi criado e feito nos Estúdios Mauricio de Sousa. Como se deu essa parceria?
A parceria foi uma decisão da produtora do Renato Aragão com a do Mauricio de Sousa. Desconheço os trâmites iniciais.

Os Trapalhões e Mauricio de Sousa eram dois dos maiores nomes para o público infantil na época. Vocês imaginavam que essa parceria poderia perdurar mais tempo?
Talvez pudesse, o público poderia ganhar.

O filme teve uma bilheteria tímida (1.250.000.), se considerarmos outros filmes do quarteto. Na sua opinião, qual foi o motivo?
Qualquer bilheteria é sempre uma surpresa. Às vezes, há filmes que em produção parecem ser garantia de sucesso, e nem sempre são. E outros que muitas vezes não têm expectativas nenhuma e dão números surpreendentes de público. Não acredito em fórmulas.

Que esse filme trouxe de inovação em termos de linguagem cinematográfica?
Na verdade, não lembro de nenhuma inovação, pois já se tinha feito a junção de cinema com animação. Mas no Brasil acredito que tenha sido a primeira vez.

Os Trapalhões no Rabo do Cometa tem muito a ver com o filme anterior: Os Trapalhões no Reino da Fantasia, concorda?
A animação, sim.

Renato Aragão tem fama de ser perfeccionista. Isso procede? Ele acompanha tudo?
Sim, ele é muito dedicado ao seu trabalho e gosta de acompanhar tudo de perto. Por isso, é o produtor dos seus filmes.

Por que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados pelos Trapalhões?
Não tenho certeza de os que críticos e a Academia rejeitem Os Trapalhões nos dias de hoje. Talvez na época não admirassem filmes populares e voltados para o público infantil.

Como classifica o cinema feito pelos Trapalhões?
Um cinema com temática simples e humor popular, que nos últimos filmes fez investimentos altos em desenvolvimento de produção. Muitas coisas no âmbito da tecnologia no cinema nacional só apareceram depois de terem acontecido nos filmes dos Trapalhões. Só quem trabalhou nas produções sabe, isso quase nunca foi divulgado...