domingo, 28 de setembro de 2014

Marta Larralde

 
Atriz espanhola. No cinema atuou em “Onde esta a felicidade?”, (2010), de Carlos Alberto Riccelli; “4.000 euros”, (2008), de Richard Jordan; “Hotel Tívoli”, (2006), de Antón Reixa, entre outros.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Sobretudo o roteiro, a historia que se vai contar e por quê se quer contar. Depois o entusiasmo e o amor do diretor pelo projeto. Para mim é um privilegio que uma pessoa queira que eu seja a atriz do seu filme
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Penso que não se da a difusão que se merece. E também há pessoas que pensam que o curta é somente um exercício para fazer um longa pois creio que muitos curtas superam os longas. É mais difícil fazer um curta do que um longa.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Creio que deveria ter exibições de curtas nos cinemas antes do filme longa-metragem, no lugar da exibição de publicidade. Em Madrid , há um cinema que funciona assim, e é maravilhoso!
 
É possível ser um cineasta apenas de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Algumas pessoas vivem de prêmios que recebem nos festivais de curtas, mas não são muitos...  Mas, repito, muitos curtas não tem nada a dever a longas.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Eu acho que não. Ao contrário, há cineastas mais reconhecidos pelos seus curtas e muitos cineastas reconhecidos fazem longas sem deixar de dirigir seus curtas. O importante é contar histórias que cheguem ao coração. Na Espanha se fala: “LO BUENO, SI BREVE, DOS VECES BUENO”.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sempre quis dirigir, mas agora só penso em atuar.
 
Espero que, com o passar dos anos, tendo aprendido muitas coisas, a realizar esse sonho de dirigir. Tenho histórias para contar. Adoro a técnica cinematográfica.

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