quarta-feira, 15 de abril de 2009

Maria Manoella


Considerada a musa da cena teatral underground de São Paulo, a atriz fez as minisséries ‘Filhos do Carnaval’, da HBO, e ‘JK’, da Globo, e o filme ‘Nossa Vida Não Cabe num Opala’.

Qual é o grande barato do curta?
Eu já fiz alguns curtas, para dar maior força, eu sou rato do festival de curta-metragem assisto tudo que eu posso, e eu acho um formato bacana, acho que toda sala de cinema devia apresentar antes da projeção de seu longa um curta como acontece nos festivais de cinema, eu sou super a favor do curta-metragem, tem muito filme, muito rolo que sobra de filmagem, os cineastas deviam doar para os cineastas jovens ou para curta-metragistas, para que o curta, enfim, tenha mais espaço, mais visibilidade.

Você trabalha no teatro, trabalha com curtas, qual que é a diferença de preparação de um papel, por exemplo, do curta para o teatro?
A gente no teatro tem muito ensaio, tem uma rigidez que no cinema é um pouco mais livre, eu tenho essa sensação, essa impressão, assim os curtas que eu fiz eu ensaiei em um, dos dias, no teatro a gente ensaia 2, 3 meses, mesmo os longas que eu fiz, eu ensaiei três, quatro dias, assim. Te dá uma grande rigidez, um grande ensaio, ali foi improviso, que no teatro tenta tomar cuidado para não precisar improvisar, tenta seguir a cartilhazinha.

No teatro geralmente os textos são longos, e no curta o poder de síntese é muito grande, você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de rodagem?
Acho que dá para contar uma história com pouco tempo e sem texto, acho que dá contar uma história do jeito que você puder contar essa história, e depende o tamanho do texto, depende do formato, se é teatro, se é cinema, se é curta, se é média, se é longa. Se tiver uma história aí dá para contar.

O que te leva a aceitar um papel, um trabalho com curta-metragem?
Curta-metragem... Identificação com o personagem, paixão, identificação com o projeto, paixão pelo personagem. Basicamente é isso.

A atriz gosta que seu trabalho seja visto por milhões de pessoas, e o curta é bem restrito. Isso não te chateia, de fazer um trabalho bacana e poucas pessoas terem conhecimento.
Não, porque acho que no teatro isso acontece, às vezes a gente faz um trabalho que tem uma demanda emocional e pessoal muito grande e que quando a gente vai ver o público, é restrito. Teatro normalmente é um segmento que a maioria do público do teatro, é gente de teatro, a gente não tem, eu fiz uma peça ano passado que alcançou um grande público, mas normalmente o teatro que eu faço é um teatro menor entende, então contando que alguém veja, que alguém se toque com aquilo que a gente está fazendo, está valendo.

Alguém tem que ver, porque sem platéia não funciona.

Um comentário:

Sergio Marcio disse...

A Manu é musa mesmo, belíssima atriz em todos os sentidos. Ótima entrevista, valeu!