quarta-feira, 18 de março de 2009

Julio Villani

Julio Villani é artista plástico e usa recursos de vídeo para as suas instalações.

Você é um artista plástico, que gosta de trabalhar com vídeo. Conta um pouco dessa sua relação com o vídeo.
Olha, minha relação com o vídeo começa no ano 2000, mais ou menos, quando eu ganhei uma câmera Mini-DV, e eu começo na verdade a ter uma necessidade, que é uma necessidade que existe já algum tempo, de tentar registrar, ou fotograficamente, ou através de vídeo, algumas cenas que aconteciam no meu cotidiano de pintura e escultura no A.T.D., então a minha relação com o vídeo começa basicamente dessa forma.

E qual é a sua relação com o curta-metragem, já produziu algum ou assiste?
Não, eu não produzi nenhum, eu gosto muito de ver o programa que só apresenta curtas-metragens, mas eu não acho que os meus filmes são curtas-metragens, porque não tem história, tem só uma idéia que eu exploro essa idéia, nunca mais de 5 minutos ou 10 minutos. Então não dá pra chamar isso de curta-metragem, essa é minha relação, mas eu gosto muito de ver e vou freqüentemente ver curta-metragem. Mas como eu não me lembro nomes, eu teria dificuldade para falar nomes.

O artista plástico tem que ter um grande poder de síntese, porque ele tem que fazer uma obra que é pequena ou grande, mas que está ali, e ela não é muito extensa. E o curta-metragem tem um grande poder de síntese, o que você acha dessa analogia, você acha que poderia, com essa sua categoria em fazer trabalhos de arte enveredar para área de cinema?
Olha, eu não sei o que vai dar essa minha história com o vídeo, eu concordo com você que o artista plástico sobre tudo, e um poeta ele tem mais capacidade de síntese, porque finalmente é com a síntese que a gente trabalha a pintura e a poesia, agora o vídeo por enquanto ele me satisfaz bastante nesse sentido, a mim por enquanto essa síntese das idéia, não me interessa narrar, me interessa só explorar uma idéia e mostrar essa exploração, essa reflexão, ponto. Fazer curta, fazer filmes, já entra nesse processo de narrativa, eu não sei se cabe a mim fazer, mas como a gente nunca pode dizer nunca, quem sabe.

4 comentários:

Prisci disse...

Boa noite rafael
tudo bom?
gostei da entrevista.
Por curiosidade em qual Sesc você trabalha?
participarei da exposição do Julio Villani no SESC Campinas, sabe como posso entrar em contato com ele por email?
abraço,
Priscila

Rafael disse...

Priscila,

trabalho no SESC de Santo André.

tenho o contato do Julio. Me envie um e-mail que te informo.

Um abraço,
Rafael.

diotima disse...

Tres cher Julio Vilani - que je n'ai pas rencontré depuis une éternité! Je vie a Paris, et on s'était rencontres lors d'une expo, ou vous aviez remarqué l'encre sur mes doigts..Je suis Historienne et critique d'art. Vous m'aviez parlé de la ''prise de Constantinople'' exposée a Salonique( génial!), et depuis une dernière expo ( qui date..) j'ai une photo de vous(?) sans tête mais avec un petit poussin sur votre buste, accrochée sur mon ..frigo, que je vois tous les jours.
Tout ca pour dire que j'aime votre travail et aimerais d'avoir de vos nouvelles.
Vassia

Steve disse...

Hi there Julio
Was with Luiz Hermano in Rio and saw your exhibition. Adorei! Steve Bates