segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dedina Bernardelli

A carreira começou em teatro com uma peça baseada em romance de Jorge Amado: Capitães da Areia, dirigida por Carlos Wilson, o Damião, e que tinha no elenco Felipe Camargo, Maurício Mattar, Bianca Byington, Roberto Bataglin e Alexandre Frota, entre outros. No cinema atuou em filmes como ‘Os Vagabundos Trapalhões’, ‘As Sete Vampiras’, entre outros.

O que te faz aceitar participar de trabalhos em curta-metragem?
O que me faz aceitar qualquer trabalho é me apaixonar pelo projeto, considerar que tenho algo a acrescentar aquela estória. Sentir que existe um encontro de minhas idéias e desejos com o que ele tem a dizer. Não importa se é um longa, um curta, uma peça de teatro.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
O curta metragem tem espaço em festivais próprios e gera discussões e interesses dentro do núcleo do cinema. Talvez não haja tanto espaço na mídia porque não um curta não gera grande circulação de dinheiro e sabemos  que o interesse da mídia é comercial.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Mais mostras de curta metragem ajudaria a atingir um público maior. Não acredito no curta imposto antes de uma sessão de cinema, acredito como linguagem própria, mesmo assim pessoalmente prefiro um curta ao invés dos eternos trailers.
  
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Sim, é possível, o problema é a captação para tal. Sabemos que não há  retorno comercial, portanto é sempre mais difícil captar.

O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
De maneira alguma. Um bom curta é melhor que um longa ruim. O que importa é a qualidade do trabalho.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nunca pensei, mas não descarto a possibilidade.

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