quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tom Paranhos

Cursou o CPT - Centro de Pesquisa Teatral coordenado por Antunes Filho (2013). É ator formado no curso de Atuação da SP Escola de Teatro (2011) com graduação em Letras pela FFLCH/USP (2009). Integra o núcleo permanente de pesquisa e criação do Grupo Atocontínuo... desde 2007. O coletivo pesquisa novas fontes de dramaturgia como o material fonográfico e a atuação performativa. Participou como ator de dois espetáculos do grupo, além de dirigir e atuar no exercício cênico ‘O homem: O seu Amor’ (2007).
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
É comum a disseminação de curtas-metragens utilizados no contexto de outras obras artísticas como em peças de teatro, por exemplo. Sempre considero interessantes e enriquecedoras essas inserções e diálogos entre cinema e teatro, ou cinema e artes plásticas etc.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Tenho a impressão de que os curtas se tornaram o espaço do experimental no cinema, portanto, a imprensa se interessa por esses materiais novos onde a pesquisa de temas e linguagens pode ser mais fértil.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Não tenho muita idéia porque não sou um ator da área. Mas acredito que experiências como aquelas de ‘NY, I love U’, ‘Paris je t´aime’, nos quais temos curtas agregados, são bem interessantes para a difusão da linguagem. Mesmo aqui no Brasil como naquela produção recente "5 vezes favela" que também tem uma proposta semelhante. A presença de festivais temáticos também pode aproximar o público por afinidade com os temas dos mesmos. Aqui em São Paulo o MIX Brasil é um exemplo disso.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Acho que a linguagem está sempre na dependência do que se quer dizer. Não dá pra pensar linguagem (forma) antes do conteúdo, é bobagem. É preciso olhar para o material que se tem nas mãos e fazer perguntas pra ele.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Realmente não sei.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Quem sabe... Sou muito ligado em "direção de coisas ao vivo" como diria o Chiquinho Medeiros (Diretor Teatral). Acho que primeiro eu teria que investigar mais esta paixão pra num segundo momento pensar no cinema. Mas confesso que adoro a linguagem dos curtas, tem uma pegada própria, uma identidade.

Nenhum comentário: