domingo, 3 de agosto de 2014

Rafael Losso

 
Ator, formado no curso técnico do Teatro Escola Célia Helena. Atuou nos curtas "Desconhecido Íntimo" (de Alexandre Ingrevalo, 2008) e "Perto de Qualquer Lugar" (de Mariana Bastos, 2006). Está no “ar” em “Império”, na novela das nove da TV Globo onde interpreta o personagem Elivaldo.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
O roteiro é sempre ponto fundamental da escolha. Claro a equipe é muito importante, mas o roteiro é fundamental.
 
Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Logo que eu comecei a fazer curtas, não tinha ainda a noção da qualidade do roteiro. Fazia muitos para que eles fossem uma escola pra mim. Se ver é um exercício muito importante para o ator e foi isso que os curtas me deram. Uma grande experiência. Trabalhar com pessoas diferentes, diretores com formas muito distintas de trabalhar e o mais legal é que normalmente é uma galera mais jovem, que esta se formando e muitos deles querem arriscar mais o que deixa o processo muito mais instigante.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não sei explicar porque os curtas-metragens não tem essa habilidade. Mas talvez seja a falta de espaço. Temos muitas casas de cinemas, mas pouquíssimas abrem espaços para curtas. Curtas vivem mais de festivais. Como o acesso é difícil, a critica também não vai se disponibilizar a ajudar algo que ninguém vê.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Quando eu era mais novo eu ia muito assistir um projeto que chamava ‘Curtas Petrobras’, que exibiam uma media de três a quatro curtas. Esses projetos acabaram. Não vejo mais incentivo. Acho que isso já ajudaria, projetos ligados à exibição de curtas diariamente. Algum horário que cada cinema pudesse disponibilizar pra exibição de curtas, isso já faria uma bela diferença. 
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Acho bem difícil ser um cineasta apenas de curta-metragem, mas tudo é possível. 
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não sei responder com precisão. 
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sim, desde que o roteiro seja meu. rs.

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