quarta-feira, 1 de março de 2017

Os Trapalhões: Américo Picanço


AMÉRICO PICANÇO
Ator

O senhor foi o primeiro parceiro de trabalho do Renato Aragão. Isso aconteceu na TV Ceará. Como surgiu o convite para trabalhar com o Renato Aragão?
Fui o primeiro parceiro do Renato na TV Ceará. O programa Vídeo Alegre era às quartas-feiras. O Renato tinha um quadro; e eu, outro. Eu fazia um garoto meio retardado e meio bichinha, que tinha medo da namorada. Um dia, Renato me convidou para fazer a dupla Didi e Frederico. Começou assim.

Logo depois, o Renato foi para a TV Tupi e o senhor ficou. Como aconteceu essa mudança?
Quando Renato foi para o Rio, eu não fui. Fiquei por aqui mesmo. E ele começou lá na TV Tupi com o programa Os Legionários, que fazíamos aqui na TV Ceará também.

Como foi para o senhor sair do Ceará e ir para o Rio de Janeiro?
Só fui para o Rio depois de alguns anos. Foi quando encontrei o Renato, casualmente; e voltamos a fazer dupla. Depois de algum tempo, formamos um trio: Renato, Mario Alimari e eu, já na TV Excelsior, Canal 2, do Rio.

Trabalhar na televisão era um objetivo que o senhor tinha?
Nunca foi meu objetivo trabalhar na televisão. Começou como um entretenimento; e, depois, passei seis anos por lá.

Por que o senhor não integrou definitivamente a equipe de Os Trapalhões?
Eu fui fixo nos Adoráveis Trapalhões durante três anos. Eu fazia o bandido que batia no Renato, Ivon Cury e Wanderley Cardoso; e, no final do programa, sempre tinha uma luta entre mim e o Ted Boy Marino, meu grande amigo.

Após a sua saída desse trabalho, manteve ou mantém contato com Renato Aragão?
Depois que saí, mantive contato não só com Renato como com os outros três Trapalhões: Dedé, Mussum e Zacarias. Quem levou o Mussum para a tevê fui eu.

Na sua opinião, quem era o maior comediante do grupo?
O maior comediante sempre foi o Renato, os outros eram “escada”. O segundo, na minha opinião, era o Mussum.

Por que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados pelos Trapalhões?
Opiniões de críticos sempre divergem de todos. Os filmes eram para crianças, que gostam do estilo pastelão.

Como classifica o cinema feito pelos Trapalhões?
Os filmes feitos pelos Trapalhões foram uma mina de dinheiro.

O senhor chegou a ser convidado para trabalhar em algum filme dos Trapalhões?
Fiz uma ponta em um dos filmes, Na Onda do Iê-Iê-Iê, pela falta de um ator. Foi coisa pequena.

Após o trabalho com Renato Aragão, como foi a sua trajetória?
Depois dos Trapalhões, fiz um programa na Tupi de São Paulo: Bonzinhos Até Certo Ponto, com a Vanusa, Débora Duarte, Wanderley Cardoso e Jerry Adriani. Durou pouco tempo, acho que seis meses. Legado histórico como entretenimento infantil.

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