quinta-feira, 1 de junho de 2017

Os Trapalhões: Caíque Martins Ferreira


CAÍQUE MARTINS FERREIRA
Assistente de produção e diretor de produção


Você começou a trabalhar com Os Trapalhões no filme que muitos consideram o maior clássico do quarteto, Os Saltimbancos Trapalhões. Como surgiu a oportunidade de trabalhar com eles?
Eu estava cursando Jornalismo na PUC-RIO e tinha como colega de curso o filho do Renato, Paulo Aragão. Sabendo da minha vontade de conhecer produção de cinema, fui convidado por ele a participar da produção do filme.

Sua função era de assistente de produção. Quais eram as suas funções nessa área?
Como eu não tinha nenhuma experiência na área, minhas funções eram relacionadas a “ajudar a produzir”, como se fosse um estágio. Na época, não havia cursos de Cinema; e apenas a prática do fazer era a escola. Fiz de tudo um pouco e aprendi tudo o que sei a partir da experiência com eles. Como a R. A. Produções era a produtora, tive oportunidade de conhecer todas as áreas e fases ligadas à produção de cinema, participando da pré-produção, filmagens, edição e pós-produção de uma obra cinematográfica.

Que você fazia antes de trabalhar com Os Trapalhões?
Cursava Jornalismo na PUC e havia trabalhado como fotógrafo freelance para uma publicação semestral ligada ao IBRAPSI (Instituto Brasileiro de Psicologia).

Quais são as suas principais recordações de trabalho em Os Saltimbancos Trapalhões?
A maior talvez tenha sido ver de perto como se faz um filme, tudo o que envolve essa atividade e o enorme trabalho de toda a equipe envolvida. Além disso, ter participado da gravação e mixagem da trilha sonora do filme foi uma experiência incrível.

Você trabalhou diretamente com o Ivan Lins? Chico Buarque chegou a visitar o set de filmagem para acompanhar também?
Não que eu me lembre.

Nesse filme você teve a oportunidade de trabalhar com o cineasta J. B. Tanko, que, apesar de ter dirigido outros filmes de outros gêneros, ficou marcado mesmo como o cineasta dos Trapalhões. Fale a respeito do J. B. Tanko.
Um diretor muito comprometido com o projeto e conhecedor do público para o qual os filmes eram feitos. Sabia tomar decisões criativas, levando o público-alvo em consideração e mantinha uma relação muito próxima aos atores e produção.

Por que, na sua opinião, J. B. Tanko se deu tão bem com Os Trapalhões?
Tanko era uma pessoa muito ética e correta, além de conhecer profundamente o grupo. Acho que esses fatores criaram uma relação de amizade e respeito; e, na minha opinião, o resultado do bom trabalho dele ajudou a criar um relação duradoura com o grupo.

No ano seguinte vocês começam a filmar Os Vagabundos Trapalhões, que é uma história mais árida, social. Como foi esse trabalho? Recorda-se onde foi filmado?
As locações foram todas na Cidade do Rio de Janeiro, salvo engano.

Gostaria que falasse daquela caverna onde Os Trapalhões moravam. Como foi o processo de construção daquele cenário?
A caverna era uma locação na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Não foi montada em cenário.

Refiro-me internamente, dentro da caverna. Todas as crianças ficaram com vontade de morar lá.
O cenário do interior da caverna, como eu disse. foi criado numa locação na Floresta da Tijuca e não houve nenhum problema de adaptação do elenco em filmar lá.

Outro nome muito caro à história dos Trapalhões é o ator Carlos Kurt. Ele atua nesse filme. Fale a respeito dele.
Meu contato pessoal com Carlos Kurt e, de maneira geral, com o resto do elenco se dava apenas no set de filmagem. Carlos era uma pessoa amável e sem “frescuras”, era também comprometido com o trabalho. Um excelente profissional.

No mesmo ano vocês lançaram Os Trapalhões na Serra Pelada. Em termos de logística, de produção, esse foi o filme mais difícil pra você?
Serra Pelada demandou, sim, uma logística bastante complexa. Como na época eu ainda era assistente de produção, não fui para Serra Pelada. Apenas uma equipe reduzida se deslocou para lá, junto com Os Trapalhões, para filmar os planos gerais que determinaram o que seria necessário em termos de construção de cenário para a continuidade das sequências filmadas na região.

Os Trapalhões eram muito populares à época. Como foi conter o assédio dos garimpeiros, durante as filmagens?
Não estava lá, mas imagino a loucura !

Tem também, no final do filme, uma menção às Forças Armadas. Era uma permuta, em razão da cessão para as filmagens no Sítio do Capim Melado, no Rio de Janeiro, cedidas pelo Exército?
Esses acordos não eram feitos por mim. Não sei responder.

Os Trapalhões na Serra Pelada é, até hoje, um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional. Trabalhar com Os Trapalhões era sucesso garantido?
Os Trapalhões eram campeões de bilheteria; mas, como tudo na vida, o sucesso nunca era garantido. Na minha opinião, a qualidade dos filmes e o comprometimento do produto com o público-alvo era o que garantia o sucesso.

Em Os Trapalhões na Serra Pelada, você trabalhou com dois saudosos ícones do cinema nacional: Wilson Grey e Eduardo Conde. Fale deles.
Minha relação com o elenco era basicamente durante as filmagens. Eram atores profissionais e comprometidos com o trabalho.

Em 1993, realizaram O Cangaceiro Trapalhão, inspirado na história do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, também conhecido como Lampião, o Rei do Cangaço. Como foi trabalhar nessa produção?
Esse filme talvez tenha sido a maior produção dos Trapalhões, no que diz respeito a locações, cenas de ação e efeitos especiais. O trabalho do diretor de arte, Mário Monteiro, foi muito meticuloso e técnico também. A criação da “casa da bruxa” (tanto interior como exterior) e a carroça dos Trapalhões ilustram parte desse trabalho, tanto sob o ponto de vista técnico como de criação.

Lembra onde a produção foi filmada?
Parte no interior do Ceará, numa pequena cidade chamada Juatama, próxima a Quixadá, onde a equipe ficou baseada. Parte no Rio de Janeiro e parte em Itaboraí.

Quais as dores e as delícias de se trabalhar em locações sem estrutura para filmagem?
O maior desafio é criar condições para equipe/elenco em locações sem estrutura. É preciso um maior tempo de preparação, para que essa infraestrutura possa ser instalada. O prazer de tornar isso possível é exatamente o de se vencer desafios.

O Cangaceiro Trapalhão se aproveitou do fato de, no ano anterior, a minissérie Lampião e Maria Bonita, da TV Globo, ter feito sucesso?
Acredito que sim, mas não acho que foi determinante.

Foi coincidência ou falta de criatividade o fato de, nesse filme, terem usado os mesmos protagonistas da minissérie (Tânia Alves e Nelson Xavier), além dos roteiristas Doc Comparato e Aguinaldo Silva?
Não chamaria de falta de criatividade... de jeito nenhum. Acredito que a escolha se deveu ao talento de cada um, principalmente porque a série da tevê não tinha o caráter cômico do filme.

Esse filme foi dirigido por Daniel Filho. Como foi trabalhar com ele?
Daniel é um diretor muito talentoso, competente e criativo. Exigente com sua equipe e atores e que sempre buscou as melhores parcerias em todas as áreas. O trato pessoal foi bem tranquilo, nas situações mais difíceis. E, através de seu prestígio como diretor, trouxe para o filme uma equipe excelente de técnicos e atores.

Por que J. B. Tanko não prosseguiu com Os Trapalhões?
Não sei dizer; e, na verdade, nos próximos anos ele voltou a dirigir os filmes do grupo.

Em O Cangaceiro Trapalhão, vocês contam com um time repleto de estrelas. Além dos já citados Tânia Alves e Nelson Xavier, o filme conta também com Regina Duarte, Tarcísio Meira, Bruna Lombardi, José Dumont e Cininha de Paula. Como é trabalhar em uma produção com tanta estrela?
Talvez tenha sido a maior produção do grupo. Locações remotas, efeitos especiais e elenco estrelar exigiram uma produção muito bem planejada e eficiente. Nenhum dos atores teve um comportamento de “estrela”, com exigências absurdas. Existe uma grande diferença, na minha opinião, entre atores “estrelas” e “profissionais”. Nosso elenco se comportou o tempo todo de maneira profissional, independentemente do fato de serem grandes “estrelas”.

Em alguma filmagem dos Trapalhões, você se deparou com atores “estrelas”? Se sim, como lidou com a situação?
Nunca tive problemas com “estrelismos”.

Renato Aragão era sempre o dono do filme. Que tipo de suporte ele dava para vocês lidarem com essas “estrelas”?
Acredito que a personalidade do Renato ajudava a criar um ambiente tranquilo com toda a equipe. Ele, dono do filme e a maior estrela do grupo, se adequava às condições de produção de forma profissional; e isso dava a todos o tom do projeto. Não havia exigências fora do normal. Respeito, condições de trabalho dignas tanto para o elenco como equipe eram exigidas; mas sem nenhum tipo de regalias absurdas para ninguém.

A presença dessas “estrelas” foi um pedido do Daniel Filho?
Qualquer escolha de elenco é uma escolha do diretor e produtores. A partir do roteiro, atores são sugeridos em função dos personagens e da trama. Sem dúvida, o Daniel, enquanto diretor, teve uma participação muito importante nessas escolhas; mas, colocá-las como “exigência”, vai além do que realmente aconteceu. As escolhas e convites foram feitas em função do roteiro e da qualidade que se buscava para o filme em todos os sentidos.

Muita “estrela” em um filme significa mais dor de cabeça?
Absolutamente, não. Respeito e condições dignas são as coisas fundamentais para um relacionamento profissional com qualquer tipo de pessoa.

1983 foi o ano que marcou a ruptura dos Trapalhões. De um lado ficou Renato Aragão, que filmou O Trapalhão na Arca de Noé; e de outro, na DeMuZa, ficaram Dedé, Mussum e Zacarias, que filmaram Atrapalhando a Suate. E você? De que lado ficou?
Continuei trabalhando na Renato Aragão Produções.

Foi uma escolha difícil? O fato de ficar de um lado poderia lhe render algum tipo de inconveniente, boicote, por parte do outro lado?
De forma nenhuma.

É verdade que Renato Aragão queria O Trapalhão na Arca de Nóe fosse o melhor filme da sua carreira, para mostrar ao Dedé, Mussum e Zacarias que poderia ter uma trajetória sem os três?
Não acredito que o Renato tivesse essa preocupação.

A separação durou poucos meses, e já no ano seguinte o quarteto voltaria e filmaram Os Trapalhões e o Mágico de Oróz. É nessa produção que você assumiu a direção de produção dos filmes dos Trapalhões. Como foi isso?
Acredito que foi uma transição natural dentro da profissão.

Quem o promoveu?
Não lembro; mas, como eu disse, foi uma transição natural.

Quais as responsabilidades de um diretor de produção?
Comandava a equipe de produção em todos os sentidos; acompanhar, discutir e aprovar, com a assistência de direção, o plano de trabalho; contratar equipe técnica, elenco, locações, equipamento; e supervisionar toda a logística de produção/ filmagem, além de ser responsável pela pós-produção do filme e administrar o orçamento do filme.

Os Trapalhões e o Mágico de Oróz foi dirigido por Dedé Santana e Victor Lustosa, outro nome muito importante na filmografia dos Trapalhões. Fale a respeito do Victor.
Victor foi, em muitos filmes do Trapalhões, um excelente assistente de direção e, por mérito, dirigiu, junto com Dedé, Os Trapalhões e o Mágico de Oróz. É uma pessoa do mais fino trato e conhecedor dos processos de direção e produção.

Esse filme foi realizado pela Renato Aragão Produções em parceria com De-MuZa Produções. Foi fácil administrar a relação de interesses dessas duas empresas no filme?
Não houve nenhum problema.

Tinha ainda algum resquício de conflito ou tudo já estava superado?
Absolutamente.

Esse filme é uma paródia do clássico O Mágico de Oz. Ao fazer uma paródia sempre se corre o risco de comparações. Até que ponto vale a pena seguir esse caminho?
Por ser uma paródia, não acho que as comparações façam sentido. Não era um remake.

Gostaria que falasse a respeito de Arnaud Rodrigues. Ele atuou nesse filme, mas foi muito mais que isso nos Trapalhões, não é?
Arnaud teve uma história longa e muito próxima do grupo. Era muito querido e admirado por todos.

No início do filme, uma cena clássica, para mim, em que Tony Tornado interpreta o Carcará. Como foi o trabalho de produção daquela cena/daquele número musical?
Filmamos com duas câmeras, grua, carrinho e câmera na mão. Os ensaios aconteceram antecipadamente... com o coreógrafo que também estava presente na filmagem.

Roberto Guilherme, apesar de ser um nome constante nos programas da televisão dos Trapalhões, pouco aparecia no filme. Em Os Trapalhões e o Mágico de Oróz, ele fez o papel de um comerciante. Por que Roberto Guilherme não tinha muito espaço nos filmes?
Não sei até que ponto concordo com essa afirmativa, já que ele participou de vários filmes.

Logo após, vocês lançaram A Filha dos Trapalhões, filme dirigido por Dedé Santana. Como era o Dedé na direção?
A experiência como ator que Dedé tinha, tendo sido dirigido por vários diretores, deu a ele um entendimento muito claro da função de um diretor. Acho que, como diretor, foi tão competente quanto como ator.

A Filha dos Trapalhões foi realmente baseado no filme O Garoto, de Charles Chaplin, por quem Renato Aragão tem verdadeira admiração?
Sinceramente, não sei dizer.

Onde foi filmado?
Todo na cidade do Rio de Janeiro, com muitas locações na Barra da Tijuca.

Os Trapalhões no Reino da Fantasia é um filme ousado. Poucos filmes no Brasil se aventuraram na combinação de animação (realizadas nos Estúdios Mauricio de Sousa) e live action, com Os Trapalhões em cena. Conte a respeito dessa produção.
Foi realmente uma inovação. Vários aspectos técnicos tiveram que ser levados em conta, e acredito que o resultado ficou acima do esperado.

O fato de “casar” uma apresentadora infantil popular com o grupo humorístico de maior sucesso do país era uma combinação certeira para os filmes?
Certamente foi uma combinação que beneficiou a todos.

Qual era a posição do Beto Carrero dentro dos Trapalhões? Ele participou desse filme. Mas a sua influência era grande. Ia além, não ia?
Não sei dizer. Minha relação com o Beto dizia respeito apenas aos filmes em que, de certa forma, ele participava ou apoiava.

Como era a relação dos Trapalhões com a Embrafilme?
Os projetos do grupo eram grandes sucessos de bilheteria, o que proporcionava uma relação profissional de interesse mútuo.

Celso Magno, mais conhecido como Baiaco, era o dublê principal do Renato Aragão. Em que momentos ele era acionado e em que momentos Renato Aragão assumia o risco?
Baiaco era um grande artista circense; e, quando a cena necessitava de habilidades específicas de circo ele era acionado. Não era um dublê no sentido de “cenas de risco” . Na grande maioria das vezes, o próprio Renato atuava; e o Baiaco era responsável por atuar em situações nas quais a habilidade específica era necessária.

Como era a relação de trabalho dos Trapalhões com o artista José Luiz Benício, que produziu todos os cartazes dos filmes do quarteto?
Uma parceria em vários trabalhos. Benício conhecia muito bem o grupo e usava seu talento para transmitir nos cartazes o espírito de cada filme.

Chegamos ao filme Os Trapalhões e o Rei do Futebol. Quais as suas principais recordações desse filme?
As filmagens de segunda unidade para planos gerais, feitas durante o intervalo de um jogo real entre Flamengo e Vasco, com o Maracanã lotado. Foi uma grande estratégia de produção que funcionou muito bem na montagem.

Onde ele foi filmado?
Todo na cidade do Rio.

Foi fácil convencer o Pelé a participar do filme?
Não participei desse acordo, mas acredito que não deve ter sido difícil. O argumento do filme é assinado por Renato e Pelé; portanto; a parceria vai além do Pelé como ator.

O mítico Carlos Manga dirigiu Os Trapalhões e o Rei do Futebol. De quem partiu a ideia de convidá-lo? Como foi trabalhar com ele?
O convite partiu do próprio Renato. Manga era um diretor exigente e muito competente. Na verdade, trabalhar com profissionais assim não é difícil.

Esse filme marcou o fim da sua trajetória com Os Trapalhões no cinema. Por que isso aconteceu?
Após o lançamento do filme, fiz uma viagem longa para fora do Brasil e no meu retorno aceitei um convite do Paulo Thiago para fazer a direção de produção do filme Jorge, Um Brasileiro. Acredito que tenha sido o fim de um ciclo na minha carreira profissional. E aconteceu naturalmente. Guardo as melhores lembranças e sou muito grato a todos da R. A. Produções, onde tive a oportunidade de crescer profissionalmente. Sem dúvida, o período que trabalhei com eles foi uma grande escola e fundamental na minha vida profissional.

Você é, certamente, um dos profissionais que mais tempo trabalhou com Os Trapalhões. Como conseguiu ficar tanto tempo trabalhando com eles?
Na época, a R. A. Produções produzia dois filmes dos Trapalhões por ano, todo ano. A continuidade no trabalho com eles se deu de forma natural, a partir de Os Saltimbancos Trapalhões; e a oportunidade que me foi oferecida de subir na carreira contribuiu para essa parceria de muitos anos.

Quem era o maior comediante do grupo?
Como grupo, completavam-se; e cada um com suas características e personalidades, contribuía para o sucesso do grupo.

Renato Aragão tem fama de ser perfeccionista. Isso procede? Ele acompanha tudo?
O Renato estava sempre presente em todas as decisões e acompanhava de perto tudo, mas dava autonomia a cada um dos profissionais que faziam parte de sua equipe.

Acredita que essa característica de Renato o torna diferente, um profissional de sucesso?
Profissional de sucesso, sem a menor dúvida.

Por que, na sua visão, os críticos e a Academia rejeitam os filmes produzidos e estrelados pelos Trapalhões?
Acho sinceramente que isso mudou. Houve época em que pode ter sido assim, talvez por ser um cinema de sucesso comercial, voltado para o público. Se foi, acredito que essa visão tacanha mudou. Basta ver os grandes nomes de artistas, técnicos, compositores, roteiristas etc. que trabalharam nas produções do grupo.

Você trabalhou com diversos profissionais técnicos nos filmes dos Trapalhões. Quem você destacaria, assim como você, como figuras históricas na trajetória cinematográfica do quarteto?
Infelizmente, alguns desses técnicos já faleceram; mas eu citaria os seguintes: J. B. Tanko, Antônio Gonçalves (diretor de fotografia), José Tavares (técnico de som), Geraldo José (técnico de ruídos de salas), Jaime Justo (montador), Antonio Pacheco (maquiador), entre outros...

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