domingo, 16 de novembro de 2008

Alberto Guzik

Crítico, ator e teórico. Guzik é um sensível observador da vida teatral onde exerce longa e profícua carreira nos órgãos de imprensa e nos palcos.

Qual é a sua relação com os curtas?
Os curtas são a forma mais experimental do cinema, o formato em são encontradas propostas desafiadoras e ousadas. Por ser um formato mais barato e acessível, por ser instrumento de trabalho de muitos cursos de cinema, deparamos nos curtas um veículo ideal para a busca e a pesquisa de linguagens, para a expressão de conceitos e visões de mundo as mais variadas. Mas não é justo considerar o curta como apenas um instrumento de aprendizado ou uma porta para o cinema de longa-metragem. É preciso reconhecer também o curta, seja ficcional ou documentário, enquanto obra de arte autônoma.

O que te faz aceitar, como ator, um convite para atuar em curta-metragem?
A vontade de participar desse jogo, uma aventura breve, mas fascinante. E o resultado final me surpreendeu pela criatividade, pela invenção, pela brincadeira com a linguagem elaborada pelos jovens realizadores do curta em que atuei. Gostei muito do resultado. E estou disponível para outras experiências.

O senhor também escreve para teatro que, geralmente, possui texto longo. Se fosse convidado para escrever um roteiro para curta, acha que seria desafiador trabalhar com a síntese?
Na verdade já trabalho com a síntese no teatro. A linguagem ficcional extensa é a do romance. A dramaturgia, para teatro ou cinema, em textos longos ou breves, exige síntese. Não há espaço para descrições. Há que narrar através de imagens ou ações ou diálogos. Só isso. Então, como é extremamente desafiador escrever textos teatrais, tenho certeza de que será igualmente desafiador escrever roteiros para curtas. Gostaria muito de experimentar isso.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Acredito que sim. Mas antes de dirigir um curta, precisaria atuar em mais curtas, para entender melhor a prática dessa linguagem, pois até hoje minha relação com os curtas foi a do espectador. Agora é que estou começando a sacar as leis e os princípios em que essa forma de narrativa se apóia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Puxa, Rafa! Lendo este seu blog tive uma idéia bacana lá pro Ipiranga. Mas vou precisar de ajuda! Beijão, saudade docê, menino.

Mônica