segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Nonato Freire



Nonato Freire é ator. Participou de longas como ‘Nem Tudo é Verdade’, ‘Cidade Baixa’ e do curta ‘Doido Lelé’.

Qual é a importância histórica que o curta-metragem tem no cinema brasileiro?
Não só no cinema brasileiro e sim no cinema internacional. O curta-metragem é a primeira possibilidade de um realizador ter contato com uma câmera, uma equipe, um roteiro, enfim, o universo do cinema. Tenho acompanhado, desde o seu nascimento, o projeto ‘Revelando os Brasis’, pra quem não sabe, esse projeto foi criado por Orlando Senna, durante sua gestão como Secretário do Audiovisual do Minc e atende cidades brasileiras com menos de 20.000 habitantes. Alguns realizadores já partiram para seus primeiros longas e muito em breve teremos novos cineastas reconhecidos pelo talento e pelo despertar do sonho de um dia ter conseguido realizar seu primeiro curta.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Antes da exibição de um longa nas salas dos cinemas, por exemplo.

Por que os curtas não tem espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Assim como o Canal Brasil outros canais poderiam dar espaço para nossos curtas. Alguns festivais brasileiros e internacionais já adotaram os curtas-metragens como mostras competitivas (vide Vitória Cine Vídeo e Goiânia Mostra Curtas).

O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Acho que não, ou melhor, nunca ouvi esse comentário.

Você já atuou em vários curtas. Como é o seu processo de escolha destes trabalhos? Como é a composição do seu trabalho?
Apenas atuei em alguns. Em todos os trabalhos que fiz, fui convidado por amigos que gostam do meu trabalho, seja produtor ou diretor. O único trabalho que fiz e nunca ví, foi "Anônimo e Incomum", de Rogério Sganzerla, vídeo sobre o artista plástico português, Manuel da Silva Oliveira. Gosto muito de compor um personagem, é o que me estimula, fazer alguma coisa fora do meu foco, do meu cotidiano. Acho que foi Leonardo da Vinci que disse: "Arte é um gesto de fé, uma possibilidade de estar mais perto de Deus". Sinceramente, é tudo que gostaria!

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Acho que gostaria, sim!

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