quinta-feira, 27 de março de 2014

Nina Mancin

 
Diretora, professora de Teatro, produtora e Agente Cultural.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
O prazer de interpretar.
 
Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
A maioria das vezes um pouco desgastante, muitas vezes  por falta de organização das equipes de produção, mas vale pelo prazer da atuação e atmosfera. 
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
A mídia no geral valoriza  o que interessa a ela, o que tá na moda em alta, não está muito voltada para trabalhos artísticos que para eles são considerados "pequenos".
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Antes da exibição de cada longa no cinema rodasse um curta? Seria interessante, afinal milhares de pessoas vão ao cinema, mas como ficariam suas preciosas "propagandas"?
 
O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Com certeza, se for realizado com profissionalismo é uma oportunidade de experimentação e aprendizagem.
 
O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Isso é muito relativo, claro você tem a oportunidade de ser visto por outros profissionais da área, mas isso não quer dizer que vai sair fazendo um longa atrás do outro. As pessoas quando nos convidam para participar de um curta na maioria das vezes tem uma verba baixa, acabam pagando um cachê "simbólico" esses mesmos profissionais quando conseguem captar recursos para rodar um longa, preferem pagar para um famoso, alguém de "nome" pra estrelar seu longa. Essa é a realidade nua e crua.
 
Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Ser original, diferente  e inventivo.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não, prefiro atuar.

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