sábado, 1 de março de 2014

Daniel Volpi

 
Ator do Grupo Tapa.  Atuou no espetáculo ‘A Noite das Tríbades’ em um festival dedicado ao dramaturgo August Strindberg (1849-1912).
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
A possibilidade de conhecer novos projetos e pessoas. Sim, além de poder se exercitar e trocar conhecimentos.
 
Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Para mim, tem um envolvimento muito profissional que as vezes é um pouco exagerado.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que o próprio cinema nacional também não possui o seu espaço devido, temos uma característica de nos inferiorizar perante os outros países. Concordo que ainda estamos em um caminho que vem se reconstruindo há pouco tempo em relação, por exemplo a Argentina, mas estamos começando a mostrar mais a nossa cara e a nossa linguagem, imprimindo roteiros de bastante qualidade e principalmente de diversidade. Os curtas, infelizmente, vão atrás disto tudo. Vejo que toda esta falta de espaço, esta principalmente, ligado à nossa educação e cultura, e isto é um assunto muito delicado, pois teríamos que rever muitos conceitos.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Na minha opinião, ligando com a resposta anterior, não acho que se deveria abrir somente mais espaço na televisão ou em outras mídias e veículos, acho que, e isto levará muito e pode até ser um  pouco utópico, mas a verdadeira questão, primeiramente é educar o povo, dar oportunidades e ferramentas para eles possam se expressar, pensar, refletir e que tenham acesso a cultura desde cedo. Acho que assim, facilitaria muito o nosso modo em pensar como se deveria se a exibição dos curtas.
 
O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida nenhum, para todos nós. Ele nos da a liberdade para novos caminhos, além de podermos errar sem a responsabilidade que se tem um longa.
 
O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Acho que a maioria dos curtas, é pensado desta forma sim. E é muito bom se fazer um curta, é como um grande esboço de uma obra de arte, um pequeno retrato do que se vai pintar, mas já com todas as suas cores e nuances anunciados.
 
Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Se eu soubesse... te juro que eu doava...
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso, mas não me acho capaz ainda.

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