segunda-feira, 17 de março de 2014

Noemi Gerbelli

 
Atriz. Atuou nas séries ‘Presença de Anita’, ‘Os Normais’, ‘A Diarista’, ‘A Patrulha Salvadora’, entre outras. Em telenovela se destacou em ‘Carrossel’. No cinema participou do curta ‘O Dia M’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem.
Nessas décadas todas de profissão, recebi poucos convites para atuar em cinema. Fiz 'A Marvada Carne', por indicação de Sofredinni, que foi o diretor que me fez, em teatro. Quando ele escreveu 'A Marvada Carne' perguntou se eu gostaria de fazer cinema e eu mais do que depressa aceitei. Amei a experiência, embora minha participação tenha sido pequena no resultado final, mas acompanhei e participei em grande parte do material filmado. Depois disso, fiz algumas participações de trabalhos de estudantes de cinema em curtas e sempre aceitei fazer com muito prazer.
 
Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Há alguns anos, fiz uma participação no curta 'O Dia M' com Caco Ciocler. Foi minha experiência em curta-metragem. Também aceitei com imenso prazer, cinema é apaixonante na minha opinião. As possibilidades de realização são imensas, você pode dar asas a imaginação que sempre há uma solução para a execução. Só isso já é mais do que apaixonante.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Talvez culturalmente exista aqui uma desinformação geral, onde se taxe o curta como “cinema menor”. Só consigo pensar nessa alternativa. Que não traduz em hipótese alguma o que é a arte do cinema de curta duração. Cinema é cinema, mensagem é mensagem em qualquer forma ou tempo e merece atenção principalmente da mídia de uma forma geral.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
As pessoas desde a idade muito tenra assistem a desenhos que tem curta duração. Portanto, estão habituados a essa forma. Se fossem exibidos com mais frequência nos cinemas ou mesmo na TV seria uma forma de tornar mais popular esse veículo. O problema é quebrar a barreira que existe culturalmente.
 
O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acho que todos os campos podem ser de liberdade para experimentação, porque não? Basta que exista criatividade e uma “ideia” ou uma “história” boas.
 
O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Claro que um material com menos tempo é um exercício excelente para se transmitir uma ideia. A síntese é uma forma. Outra forma, que seria o longa é um passo a mais, é o desenvolvimento da  ideia. Acho que um é o trampolim para o outro, dependendo do tipo de linguagem. Ou seja: cada forma se insere em uma linguagem especifica, na minha opinião.
 
Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Acho que nessa arte não existem formas, tudo é um grande mistério. Acredito num bom trabalho de criação. Acredito também na simplicidade, na emoção pura como parâmetro.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Adoraria participar de projeto onde poderia colocar a criatividade pra fora. Apenas acho que não tenho conhecimento suficiente para dominar esse veiculo maravilhoso ainda.

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