segunda-feira, 21 de julho de 2014

Glaura Lacerda

 
Atriz. Atuou nos espetáculos ‘Uma Empregada Quase Perfeita’; ‘Lira dos vinte; ‘Um Grito parado no ar’, entre outros.  
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
A proposta da personagem e a organização do pessoal que está produzindo, sem dúvida são fundamentais. Também a possibilidade de experimentar e ter contato com novas ideias.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Geralmente são projetos que tem orçamento menor, sendo grande parte deles projetos independentes sem a ajuda de grandes empresas, logo não se tem a mesma verba destinada à publicidade diferente do que acontece em longas que estão nas grandes mídias. Os curtas em sua maioria não são feitos com objetivo comercial, em geral atinge um público específico.
 
Nem tudo que é bom está nos principais meios de comunicação, por isso deve-se continuar a construir seu espaço até que esses meios também sejam alcançados.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
É um espaço que se deve continuar galgando, sessões especiais de curtas com preços populares, em horários alternativos, por exemplo, seria uma forma, Hoje diferente de antigamente temos diversas mídias, não apenas as de grande massa para a divulgação de nossos trabalhos, e com o boca a boca também se faz formação de público.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Possível é, a questão é: há cineastas que querem ser cineastas apenas de curta-metragem? Acho que se começa de uma forma e que com o tempo os objetivos vão se modificando. É como perguntar a um ator se é possível ser ator apenas de teatro, sim é, mas é isso que se quer? E se for, até quando? Acho que é natural que se queira galgar novos horizontes, e a própria criatividade nos prega peças, há histórias que ganham dimensões que não dá para contar em apenas poucos minutos. O mais importante é não se criar preconceito e se permitir sempre voltar e fazer mais um curta, participar de novos projetos, mesmo quando não se é mais este o objetivo principal.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Para os que estão de alguma forma envolvidos os curtas são vistos como arte, possibilidades de experimentar e sem dúvida uma forma grandiosa de se utilizar de criatividade com os recursos que se tem.
 
O fato de se estar à margem nada tem a ver com a marginalização por um grupo especifico, mas sim o fato de não atingir o grande público. O importante é continuar a se empenhar para sempre realizar o melhor trabalho, da forma mais séria e competente possível.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nunca pensei sobre isso, não até agora.

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