quarta-feira, 23 de julho de 2014

Rodrigo Candelot

 
Ator. Atuou em ‘Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro’; De Pernas pro Ar’; ‘Até que a Sorte nos Separe’, entre outros.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
A qualidade do roteiro e da equipe envolvida. Ainda se faz muito curta metragem no país no "amor". É claro que a remuneração motiva ainda mais o ator, mas cinema ainda traz aquela característica do cinema novo de "uma câmera na mão, uma ideia na cabeça" e vamos nessa. Acho que fazer cinema é o sonho de todo ator, então muitas vezes você topa fazer curtas sem grana mesmo, pelo amor à sétima arte.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Realmente é uma questão. Todos envolvidos na produção de curtas-metragens parecem que estão sempre fazendo uma grande gincana, para filmar, exibir e comercializar. O mercado encara o curta como uma coisa menor, mas muitos diretores que hoje estão ai consagrados (e atores também) começaram suas carreiras em cinema através dos curtas mas só com eles, que conseguem experimentar e se aperfeiçoar.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Antes de cada filme, cada sessão, deveria sempre ter uma exibição de um curta.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
É verdade, mas o curta é só um estágio inicial na carreira. Todos que começam nessa área querem ir depois para o longa-metragem. Isso é normal. E importante.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Acho que não. Acho que por mais que a visibilidade não seja tão grande, é cinema e a qualidade de um curta muitas vezes é superior a um longa. E também é uma possiblidade de você contar uma história menor, que não daria um longa-metragem.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sim. Como ator, minha carreira já está se encaminhando para a direção. Já faço preparação de atores para cinema e TV, já fiz assistências de direção em teatro, escrevi dois roteiros de curtas, e acho que o caminho natural é acabar dirigindo em breve.

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