quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Monique Gardenberg

Monique Gardenberg é uma artista multimídia, com atuações importantes em várias frentes: música, dança, videoclipe, teatro e, claro, cinema. Em 1982 funda a “Dueto Produções”, uma das mais importantes produtoras do país, responsável por festivais históricos de música e dança. O primeiro filme dirigido no Brasil foi o premiado curta-metragem “Diário Noturno”, em 1993, vencedor de quatro prêmios no Festival de Gramado, incluindo Melhor Direção.


Qual é a importância histórica do curta-metragem no cinema nacional?
O curta é o começo. A maioria dos cineastas, daqui ou de fora, iniciam como curta-metragistas. Um caminho natural para se chegar ao longa, uma forma de se acumular experiência, vivência no set, domínio sobre aquela arte, sobre a linguagem do cinema.

O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Ele sempre é tido como um trampolim na carreira.De forma alguma. Acho que todo cineasta valoriza o curta-metragem. É nele que podemos experimentar, testar nosso talento, filmar com maior liberdade. O curta, e depois o clip, são oportunidades preciosas que não podemos desprezar.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não penso. Mas porque a história sempre vem antes. Nunca penso: “vou fazer um longa”. Sempre penso: “quero contar esta história”. No momento, não tenho um conto, uma pequena história na cabeça. Mas tenho amigos que têm e pretendo produzir um filme com 4 curtas de amigos, inspirados na literatura contemporânea.

Qual é a sua relação com o curta?
Fiz três curtas da minha carreira. Todos fundamentais. Aprendi a lidar com as lentes quando fazia o meu último curta. Cada coisa foi vindo a sua hora, e eu fui descobrindo algo novo a cada um deles.

O curta-metragem é o grande movimento do cinema atual?
Não sei dizer. Mas sempre será um meio para revelação de talentos.

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