terça-feira, 26 de agosto de 2008

Suzana Amaral

Sua estréia como diretora se deu em 1971 com o curta “Sua Majestade Piolim” sobre o famoso palhaço e suas ligações com o teatro popular. Em 1985, Suzana Amaral estréia em longas de forma arrasadora na bela adaptação cinematográfica do livro homônimo de Clarice Lispector, “A Hora da Estrela".


Qual é a sua relação com o curta-metragem?
Atualmente não tenho nenhuma relação com os curtas a não ser através das aulas e dos projetos dos meus alunos...

Você acha que dá para contar uma história em tão pouco tempo de metragem?
Contar um fato, um evento ou uma estória bem simples é possível num curta-metragem.

É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Acho que o curta é um meio para um fim...Funciona como uma escola e ou um aprendizado onde é possível errar sem grandes conseqüências nem compromissos.

Qual é a importância histórica que o curta-metragem tem no cinema brasileiro?
Histórica..????????.Todo cineasta teve suas experiências primeiras nos curtas... Estes não são nunca lembrados como realizações a não ser que se opte apenas por curtas... Assim historicamente já tivemos na época do ‘Categoria Especial’ alguns curtas excepcionais. Mas foram raros. Não ha canais de exibição que motivem os espectadores a freqüentar os curtas.

O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
É um meio para um fim... uma escola... nunca um objetivo e ou uma opção profissional.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Já tive meu tempo de curtas (fiz uns 8) .Também tive meu tempo de documentarista. Fiz uns 55 documentários, fiz vários e muitos para a TV Cultura (trabalhei lá uns 18 anos) Ganhei inclusive um premio no Festival de Brasília: melhor documentário e também no Festival de Oberhausen. Alem de ter ido a vários festivais no exterior com meus documentários, sem contar os institucionais.

De forma alguma penso em dirigir curtas no futuro..........porque e para quem??????

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