sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Luciano Vidigal

Luciano é integrante do Grupo Nós do Morro, tendo participado de várias peças e filmes. Atualmente, dá aulas de teatro e cinema e está dirigindo novos curtas. É um dos diretores do projeto em longa-metragem ‘Cinco Vezes Favela – Agora Por Eles Mesmos’, idealizado por Cacá Diegues. Atuou nos curtas ‘Mina de Fé’, ‘A Distração de Ivan’, ‘Caixa Preta’, entre outros.


Qual é a importância histórica que o curta-metragem tem no cinema brasileiro?
O curta é o momento inicial de identidade do cineasta. Tem importância de entrada e permanência no mercado audiovisual. É a prova de fogo da nossa criatividade, singularidade, personalidade a amor ao cinema.

O que te faz aceitar participar de uma produção em curta-metragem?
O roteiro ou a linguagem determinada pela direção do projeto. Como sou ator também, tem que bater um amor a primeira vista com os personagens e as tramas.

Você sente alguma diferença de satisfação profissional entre fazer cinema,teatro e TV?
Atualmente estou priorizando cinema e teatro. Através do cinema me comunico com mais coerência com o mundo. Teatro é total liberdade. Sinto muita dificuldade com os estereótipos midiáticos que existe na TV.

Por que os curtas não tem espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque o nossa mídia é capitalista e preconceituosa. Acho isso uma regressão no acesso a cultura.

Como deveria ser a exibição de curtas para atrair mais público?
Voltar a lei do curta antes do longa nos cinemas. E criar uma nova lei para exibições de curtas na TV Aberta. Temos que se unir e lutar por esse nosso direto de distribuição.

Considera o curta-metragem um trampolim para fazer um longa?
Sim é sempre um grande aprendizado prático e teórico.

Dá para o cinema nacional sobreviver sem subsídios?
Pode ser uma das formas de realização. Mas temos direito de todos os tipos de investimentos. Eu penso assim: O cinema é uma das mais rápidas representações do nosso país no mundo.

O que é necessário para vencer no cinema?
Rsrsrsrs. Apesar da democratização do cinema digital, ainda continua uma arte elitizada. Temos que ter muita paciência, perseverança, identidade e criar parcerias. Talvez seja a saída.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sim. Sempre. Estou com uma ideia dentro da cultura futebolística e a poesia popular.

Qual é o seu próximo projeto?
No momento estou dirigindo um documentário junto com o Cavi Borges sobre os dez anos do filme Cidade de Deus. Vamos falar sobre a transformação na vida de alguns atores. Vou lançar também o documentário Copa Vidigal nos cinema esse ano. Um filme que documenta o futebol de favelas com a ferramenta de paz.

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