sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Aldine Müller



Musa da pornochanchada – são mais de 20 filmes no currículo, Aldine dedicou-se também ao teatro e à TV, tendo feito novelas como “Sassaricando”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata” e o remake de “Escrava Isaura”, e humorísticos como "Escolinha do Professor Raimundo". Atualmente possui sua própria Cia. de teatro e circula com as peças em várias cidades do país. 

O que te faz aceitar participar de um curta? 
Minha retomada no cinema foi através do curta-metragem. O curta é bacana porque você trabalha com pessoas que não tem vícios cinematográficos, é mais experimental, mais solto. Serve para me revitalizar como atriz. 

Por que os curtas não tem espaço na mídia? 
Eles não têm um filão comercial, faço para ajudar as pessoas, mas não ganho dinheiro algum com esses trabalhos. O curta tem potencial, tem histórias que cabem só no curta. Um exemplo é o ‘Ninfas Diabólicas’ que eu fiz... era para ser um curta e acabou se transformando num longa... o mais interessante seria deixá-lo no formato do curta. Sonho com o dia em que o curta tenha um mercado comercial para ele. Chico Anísio tem uma frase que é assim: cinema bom se faz em dólares. 

Como é a sua preparação para atuar em curtas? 
Todo trabalho tem uma vivência interior, tem que sentir o papel, para existir e ser visceral. Cinema é a minha área! 

O curta-metragem é marginalizado? 
Curta paga mal, artista não vive de brisa. Fazemos por amor, para nos perpetuar na tela. 

Pensa em dirigir? 
Já fui assistente de direção. No cinema eu gostaria e me arriscaria a dirigir. Em teatro ou televisão eu não faria isso, não toparia.  Quero dirigir um curta, mas para isso eu preciso me preparar melhor.

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