domingo, 22 de abril de 2012

André Fischer


André é o criador do MixBrasil, um dos principais portais de informações e cultura popular englobando os diversos setores que formam a comunidade GLBTT do Brasil. Apresentador do programa de curtas-metragens ‘Cine MixBrasil’, no Canal Brasil, Globosat, é o idealizador e co-diretor do Festival Mix Brasil de Cinema e Video da Diversidade Sexual, um importante projeto de cinema alternativo do Brasil reconhecido internacionalmente.


Qual é a importância histórica que o curta-metragem tem no cinema brasileiro?
Ele é o formador de grandes talentos, que encontram neste formato a liberdade e viabilidade para ingressarem na carreira cinematográfica. È possível ousar mais no curta. E na primeira metade da década de 90, quando o cinema de longa-metragem praticamente morreu no Brasil, ele foi o bastião da produção nacional.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque há um hábito de considerar os longas como a expressão maior da arte audiovisual. E certamente é mais difícil criar uma retranca nos veículos para uma produção tão pulverizada.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que o curta já tem uma visibilidade bem interessante. Com advento da internet e público habituando-se a durações menores, ele tende naturalmente a crescer nesta mídia.

É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Entendo como uma linguagem e formato muito peculiares, mas não consigo imaginar um cineasta que não queira ousar em outros formatos...

O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas? 
Pelo contrário, acho que é muito respeitado. 

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não.

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