domingo, 8 de abril de 2012

Matheus Nachtergaele

Matheus é um dos nomes mais conhecidos do cinema nacional. Participou de inúmeras produções, entre elas estão: ‘Cidade de Deus’, ‘Amarelo Manga’, ‘Narradores de Javé’, ‘Nina’, ‘Tapete Vermelho’, entre outros. Como diretor, fez ‘A Festa da Menina Morta’.



O que te faz aceitar participar de uma produção em curta-metragem?
Como em qualquer outra mídia, costumo me atrair por projetos com vocação artística real, por artistas que me interessam e por projetos inovadores. Tanto no teatro, quanto na tv ou cinema, é isso que me impulsiona para o trabalho: a vocação do projeto e dos envolvidos. Nesse sentido, um filme ser um curta ou um longa têm a mesma importância.

Por que os curtas não tem espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito, efetivamente que isso está mudando para melhor. Vejo muitos festivais voltados para o curta-metragem surgindo pelo Brasil afora, e isso vai formando não apenas o público, mas os próprios cineastas...

Como deveria ser a exibição de curtas para atrair mais público?
Acho que iniciativas como as do Canal Brasil por exemplo, que tem faixas diárias dedicadas a curtas, são extremamente necessárias. Outros canais de tv têm feito o mesmo... A ideia de curtas serem exibidos antes de longas, como acontece no Festival do Rio também são bacanas.

É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
É difícil fazer um curta, atingir em pouco tempo um conceito e envolver o espectador. O curta pode ser sim um grande treino artístico e técnico para um longa, mas não necessariamente. Admiro quem faz belos curtas.

O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não. Pelo menos nunca senti isso.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não, mas também não pensava em fazer 'A Festa da Menina Morta', e fiz! Rsrsrsrsrs! Tudo pode acontecer, se uma idéia forte como uma febre surgir em mim, e se isso dever ser contado num curta, então assim será.

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