quinta-feira, 28 de março de 2013

Roberto Alvim

Roberto Alvim é dramaturgo, diretor e professor de Artes Cênicas. Lecionou Dramaturgia e História do Teatro em instituições como a Universidade de Córdoba, a ELT - Escola Livre de Teatro (SP), a CAL - Casa das Artes de Laranjeiras (RJ), a SP Escola de Teatro, além de ministrar oficinas em diversos Estados do Brasil, a convite do Ministério da Cultura - FUNARTE. Foi o primeiro autor brasileiro publicado na mais importante coleção de dramaturgia contemporânea europeia, a Les Solitaires Intempestifs, em 2005.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O roteiro. É preciso identificar no roteiro questões estéticas que sejam relevantes, que sejam constitutivas. É preciso perceber que se trata de uma visão de mundo singular, que não ecoa idéias e formas hegemônicas.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não sei, mas acredito que sites e blogs devem cobrir essa lacuna.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Devem ser postos na Internet, para serem acessados livremente por quem se interessar; devem ser apresentados em programas de TV, especialmente voltados para dar visibilidade a esta produção; devem ser exibidos nos cinemas, em mostras e festivais.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Se o artista perceber que este suporte é o que melhor traduz suas idéias, então deve-se ficar nele, por que não? Analogamente, existem grandes escritores que dedicaram suas vidas ao conto, sem nunca escreverem romances.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não sei, mas se for, trata-se de uma idiotice, pura e simplesmente. Grandes obras de arte podem ser feitas em qualquer mídia ou formato.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não; meu suporte é o teatro.

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