quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Leonardo Medeiros



Leonardo estreou em Lavoura arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Brasília. Em 2004, fez Cabra cega, de Toni Venturi, com o qual voltou ao festival e foi escolhido melhor ator. Desde então é um dos atores mais cobiçados para trabalhar em produções cinematográficas.

O que te faz aceitar participar de uma produção em curta-metragem?
Ultimamente está difícil encontrar espaço na agenda, independente disso, posso aceitar eventualmente um roteiro que seja bom e saia do lugar comum, com um projeto de produção profissional.

Por que os curtas não tem espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Proporcionalmente ao impacto das produções em leitores de jornal, acho a distribuição de espaço entre longas e curtas justa. O espaço do cinema brasileiro independente em jornais é pequeno em geral, não só para curtas.

Como deveria ser a exibição de curtas para atrair mais público?
Deviam passar antes dos longas. O problema é selecionar o que vale a pena ser visto.

É possível ser um cineasta só de curta-metragem?
Devolvo a pergunta... É possível ser cineasta?

Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Em geral sim. É difícil encontrar um projeto de curta que apresente a mesma consistência de um projeto de longa. Tanto artisticamente quanto em relação a produção.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sempre penso em dirigir cinema. Mas não concebo fazer produção e captação de recursos de forma alguma. Assim estou condenado a não dirigir cinema, já que o diretor no Brasil deve necessariamente ser produtor do próprio trabalho.

Qual é o seu próximo projeto?
Vários convites para longas e curtas, nenhum martelo batido. Portanto prefiro não comentar.

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