sexta-feira, 16 de maio de 2014

Gabriel Mascaro

 
Cineasta. Dirigiu os filmes ‘Um Lugar ao Sol’; ‘Avenida Brasília Formosa’ e ‘Doméstica’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Geralmente é o inverso. São minhas ideias que vão surgindo, aí penso o tamanho da história, e depois é que eu tento verba ou juntar amigos que acreditam no projeto para realizar o filme. Não passa muito pela lógica aceitar ou não, porque é um movimento de dentro para fora, e não o inverso.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Tem espaço em revistas muito legais que costumo ler como ‘Contracampo’, ‘Revista Cinética’, ‘Filmes Polvo’. Eles não fazem distinção. Pensam audiovisual de outra forma.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Ocupar outras janelas, como TVs, Internet, Ipod, Ipad, celular.  
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Fiz três longas e agora resolvi fazer um curta. Para mim a trajetória foi inversa. Para mim não funciona assim. A duração é apenas uma questão do tempo que a ideia precisa para ser materializada. 
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
É marginalizado para aqueles que pensam o curta-metragem a partir da lógica que você menciona a cima, a do 'trampolim para o longa'. Como procuro me afastar dessas pessoas que pensam nessa lógica, meu grupo de amigos realizadores não pensam assim.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso em continuar tendo inquietações, que rendam filmes ou não. Se render um filme, que seja em qualquer duração.

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