quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Blota Filho

Ator, trabalho em ‘Malhação’ (TV Globo), ‘Corações Feridos’ (SBT), Vidas Opostas (TV Record), entre outros.
 
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Nunca cheguei a fazer um longa. Curta metragem foi o que apareceu pra eu fazer. A experiência foi muito boa. 
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral? 
Acho que pelo mesmo motivo que as produções teatrais sem grandes nomes também não conseguem espaço na mídia. Penso que é por diletantismo mesmo. O conteúdo, as vezes, é até bem melhor que uma grande produção, mas alguns critico não querem "perder o seu tempo" com elas.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Do mesmo modo que a exibição de um longa. Mas por muitas vezes eles entram antes de um longa, ao menos sou de uma época que antes de um longa se passava um curta. Mas não entendo esse preconceito. Teatro é teatro seja com nomes famosos, autores fenomenais, diretores soberbos ou não. Cinema também, mas estamos num pais que não valoriza o que é, aos olhos deles, "menor". E olha que já fiz peças com atores de grande nome que era uma porcaria. Acho que sem distinção entre longa e curta quem sairia ganhando é o público, que é o alvo que temos que ter em mente numa produção cultural principalmente.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Pela menor visibilidade que essa modalidade "curta metragem" tem, não vejo como possível sobreviver só com eles. Acho que devem pensar "aqui posso errar, tentar, acertar " para quando estiver no longa já ter experiência. Pensamento errôneo, mas corrente. Infelizmente.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Se é não deveria ser. Não se cospe no prato que se comeu. O embrião saudável sempre é a base de uma formação correta.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não me vejo em nenhum tipo de direção, tanto teatral, televisiva e/ou cinematográfica. Mas nunca digo nunca.

Nenhum comentário: