terça-feira, 30 de outubro de 2012

Odilon Wagner

O ator está na novela ‘Salve Jorge’. No cinema ‘Olga’; Lost Zweig’ e; ‘Ouro Negro - A Saga do Petróleo Brasileiro’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Apesar de ter feito muito pouco, como ator, o desejo e o prazer de fazer cinema é o mesmo, num curta ou num longa.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Puro preconceito, pois o curta metragem vem se mostrando um segmento vivo e importante, descobrindo novos talentos e criando linguagens muito próprias. Além disso tem a questão comercial, onde ele não se torna tão competitivo, pois o DNA do curta, é muito mais artístico, filosófico, jornalístico, etc.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
A TV deveria abrir mais espaço, deveríamos ter inúmeros festivais com premiações significativas, voltar a ter exibições antes dos filmes comerciais, como tínhamos há algum tempo atrás e tantas outras ações que poderiam contribuir para o crescimento e desenvolvimento do cinema brasileiro.
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
Creio que o curta tem uma linguagem própria, um caminho próprio e pode sim ser uma opção de um cineasta, pois terá muito mais liberdade de fazer filmes denúncia, por exemplo.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não diria que é marginalizado, a questão é que um cineasta no Brasil, filma tão pouco, que não pode se dar ao luxo de ficar pensando num curta. Cada projeto de filme, demora anos pra ser realizado, é preciso manter o foco e se concentrar na sua realização. O tempo extra desse cineasta, é dedicado a sobrevivência, que em geral é feita em comerciais, documentários institucionais e programas de televisão.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nunca pensei, mas você acaba de me dar uma excelente idéia.       

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