quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Lee Taylor

Aos 18 anos ingressou na faculdade Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São PauloA pedra do Reino’; ‘Senhora dos Afogados’; ‘Foi Carmen’ e ‘A falecida Vapt-Vupt’ foram espetáculos teatrais que estrelou no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) com a direção e coordenação de Antunes Filho. No cinema atuou em ‘Salve Geral’.
 
O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
As razões que me fazem aceitar participar de um filme, tanto longa como curta, estão principalmente ligadas ao tema, um roteiro que busque revelar de maneira exemplar as contradições da conduta humana é fundamental, um grande diretor que saiba conduzir cinematograficamente esse roteiro e uma boa equipe de profissionais também. Sobretudo tenho que ter uma forte identificação com o filme, não faço por dinheiro, nem para aparecer.
 
Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque não possuem o atrativo comercial que a mídia procura, aliás, mesmo os longas que não possuem esse atrativo comercial, ou seja, atores ou diretores famosos, não têm espaço na mídia, e consequentemente nem nas salas de exibição.
 
Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acredito deveria ser feita antes de alguns longas, como em alguns festivais, ao invés dos inúmeros comerciais que tomaram conta desse espaço na imensa maioria das salas. 
 
É possível ser um cineasta só de curta-metragem? Vemos que o curta é sempre um trampolim para fazer um longa...
É possível, nem sempre o curta é trampolim, é uma questão de produção essencialmente, tirando isso a grande questão seria o que dizer e como dizer. Para se fazer um curta o poder de síntese é fundamental, é um haikai. Já vi curtas que poderiam ser longas e longas que não tinham fôlego nem para um curta.
 
O curta-metragem é marginalizado entre os próprios cineastas?
Não sei te responder.
 
Pensa em dirigir um curta futuramente?
Tenho um argumento, mas dirigir cinema dá muita dor de cabeça no Brasil, é muita produção para pouca arte.

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