sábado, 11 de julho de 2015

Elisa Porto


Atriz. Atuou no espetáculo teatral “Psicose 4h48”.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Antes de qualquer coisa, um bom roteiro, ou uma equipe com pessoas com quem eu tenha afinidade ou admire o trabalho.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Foram experiências rápidas e intensas. Diferente do teatro ou mesmo de um longa-metragem, onde se passa um longo período convivendo num mesmo grupo. Em curtas o fator tempo é bem mais dinâmico e isso me instiga muito no sentido de que há um desafio de estudar um personagem e conseguir dar camadas, profundidade em um período curto.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que pelos mesmos motivos que geram a dificuldade em atingir públicos maiores: a falta de investimento tanto da iniciativa pública quanto privada e as poucas janelas de exibição, os filmes ficam praticamente, restritos aos festivais. Como não tem grande alcance de público, fica difícil conseguir levantar verba pra distribuição e divulgação. Na realidade me parece uma questão cíclica, mas vejo a internet como uma saída para quebrar esse vício do mercado. Um bom filme pode fazer sucesso no Youtube! e atrair tanto público como investimento.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Além dos inúmeros festivais espalhados pelo país, os curtas deveriam ser exibidos nos cinemas antes dos longas. Durante um tempo foi assim e lembro de voltar pra casa com o curta na cabeça, mesmo tendo assistido a um longa de duas horas em seguida. É uma pena que isso tenha acabado. Acho que deveriam existir também mais programas na TV com exibição da produção de curtas. Como já fazem o Canal Brasil e a TV Cultura. Além disso, a internet é um espaço que abre novas possibilidades de divulgação e exibição.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sim. Acredito também que essa liberdade é a maior vantagem de ser independente.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Pode ser, mas não acho que tenha que ser visto por esse ângulo. Pois ele tem o seu valor em si enquanto obra.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Realmente ainda não sei. Se alguém souber pode me mandar um e-mail com a receita. Mas sinceramente, acredito que sucesso é estar fazendo o que traz realização artística.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Por enquanto não. Penso em trabalhar muito com cinema, seja em curtas ou longas, mas como atriz.

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