sábado, 11 de julho de 2015

Ricardo Corte Real


Ator , compositor e escritor. Na televisão seus trabalhos mais conhecidos são em  “Família Trapo” (TV Record) e "Supermarket" (Rede Bandeirantes). 

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Participei de poucas produções em curta-metragem, me lembro de duas: a primeira foi num festival do minuto há uns doze anos. A segunda, mais recente, é um documentário sobre os “Mulheres Negras”. Aceitei as duas porque gostei do roteiro e do papel que me deram na primeira; e na segunda achei que só poderia ser um prazer dar meu depoimento sobre uma dupla que eu adoro. E foi.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
A primeira experiência foi interessante porque participei como ator em uma cena onde eu dirigia um carro no trânsito de São Paulo e tudo acontecia naquele minuto de parada no sinal, desde o garoto vendendo bala, até o motorista do carro ao lado limpando o nariz e minha passageira me agarrando pra dar um beijo. A equipe foi muito eficiente, armou tudo rapidamente e gostei do resultado final. A segunda porque se trata de um documentário sobre uma dupla da qual eu fui fã desde o começo, então foi ótimo poder dar meu depoimento e relembrar como eles eram especiais. A equipe veio à minha casa para gravar e acho que o resultado foi muito bom.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não sei responder. Infelizmente, ou felizmente, só leio um jornal (Folha de SP) e notícias na internet. Vejo pouca TV, escuto bastante rádio e, realmente fala-se pouco em curtas-metragens nesses veículos.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acredito que a fórmula de passar o curta antes dos longas-metragens é boa, mas não pode ser mais de um curta por vez; me lembro de ver o público reclamando porque o filme para o qual comprou o ingresso demorava para começar por conta de "curtas" que ele não escolheu ver. Uma ideia que me ocorreu respondendo essa pergunta é a de se fazer sessões com dois ou três curtas que tenham a duração de um longa, ou seja, o público paga o ingresso de uma sessão e vê dois ou três filmes.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sim. Os longas-metragens tem um custo muito elevado para se correr riscos.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Acredito que sim, o exemplo mais marcante que me ocorre sobre essa pergunta é o “Encurralado”, do Spielberg. Nem sei se o roteiro original era de um curta, mas sim de que era algo com baixo orçamento, enfim uma experiência que resultou num belo longa e no trampolim de uma carreira espetacular.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Boa pergunta! Se eu souber a receita eu aplico; e se der certo te dou uma entrevista contando como foi.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não penso em dirigir, penso em atuar e tocar, pode ser em curtas, longas, séries de TV, peças, etc.

Nenhum comentário: