sábado, 27 de junho de 2015

Esther Hamburger


Esther Hamburger é Professora Associada III do Dept de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É doutora em Antropologia pela Universidade de Chicago, com pós doutoramento na Universidade do Texas, Austin. É autora do livro O Brasil Antenado: A Sociedade da Novela, de inúmeros capítulos em coletâneas, e artigos em revistas especializadas e jornais da imprensa diária. Atua na confluência dos Estudos de Cinema e Televisão, Antropologia e Jornalismo na abordagem de temas como: crítica, indústria cultural, teoria e história do audiovisual, desigualdade social, relações de gênero na televisão e no cinema. Pesquisas em andamento incluem o filme Fábula de Arne Sucksdorff e o arquivo da extinta TV TUPI de S.Paulo. Foi professora visitante na Universidade de Michigan, Chefe do Dept de Cinema Radio e TV da ECA e diretora do CINUSP Paulo Emílio. Atualmente é Vice-diretora do CINUSP e Coordenadora do Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual (LAICA, CTR). 

Eu não sou propriamente uma produtora de curtas-metragens. Enquanto fui chefe do Departamento de Cinema Rádio e TV da USP, fui responsável pela produção dos curtas dos alunos do curso superior do audiovisual. Minha experiência é mais como crítica e professora de teoria e história.

Acho que o curta-metragem está mudando de papel porque com a diversificação das mídias o formato curta ganha agilidade de exibição, versatilidade de circulação. Mas ele é também uma escala a caminho do longa-metragem. Muitas vezes realizadores fazem muitos curtas antes de fazer um longa. As janelas para exibição de curtas aumentam com a internet. Acho também interessante a exibição de curtas nos cinemas antes de longas. Há também sessões especializadas em curtas.

Não há receita para vencer. Ser ousado e ir fundo no que sente e acredita, pesquisar os assuntos, lugares, pessoas, personagens que inspiram um filme é sempre um bom começo. Não subestimar o público. Realizar coisas que sejam significativas para quem faz é um ótimo caminho para estabelecer contato com espectadores.

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