segunda-feira, 8 de junho de 2015

Rafael Dragaud


Diretor e roteirista. Produziu o documentário “Falcão, Meninos do Tráfico”. Dirigiu junto com Cacá Diegues o filme “Nenhum Motivo Explica a Guerra”, sobre o Afroreggae. Foi supervisor de roteiro do filme “Cinco Vezes Favela – Agora por eles mesmos”, ganhador do premio de melhor roteiro no Festival de Paulínia 2010. Foi co-roteirista do longa-metragem “O Primo Basílio”, de Daniel Filho. É roteirista da TV Globo onde escreveu programas como “Brasil Legal”, “Fantástico”, “Caldeirão”, “Roberto Carlos” e “Som Brasil”. Escreveu e dirigiu o “Conexões Urbanas”. Foi diretor artístico da Batalha do Passinho. Recentemente, escreveu o longa “Minha Mãe é uma Peça – o filme”. Em 2006, dirigiu o show de Ivete Sangalo no Maracanã. Em 2012, dirigiu o Especial “Ivete Gil e Caetano”, ganhador do Latin Grammy de melhor disco de MPB. É supervisor do roteiro de “Amor & Sexo”, com Fernanda Lima. 

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
O que me faz aceitar qualquer convite é a ideia. Se for boa, não interessa se é curta, longa, teatro, cinema, videoclipe, show... uma vez me uma amigo me chamou pra atuar no curta dele. Seria uma experiência como ator. Uma semana antes das filmagens, ele perguntou: "vem cá, você está de barba, né?" Eu tinha tirado a barba e perdi o papel! (risos)

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Nunca fiz um curta.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não tenho vivência desse universo o suficiente pra fazer essa analise de forma justa. Mas tendo achar que toda vanguarda verdadeira tem dificuldade de espaço na grande mídia. O que deve haver é incentivo e visibilidade digna pra uma outra mídia mais especializada e focada nesse universo, como o seu site por exemplo.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Acho que deveria passar nas escolas. E também abrir as sessões de longa-metragem, como acontecia na minha infância.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
A principio sim. Simplesmente por que é mais barato que um longa-metragem. Ao gastar menos dinheiro, sempre se fica mais à vontade pra arriscar. Em qualquer mídia.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Historicamente, sim. Além disso, poder errar também é muito importante pra carreira de qualquer artista.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Tenacidade.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Nunca pensei, mas por falta de ideia mesmo...

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