quinta-feira, 9 de abril de 2015

Filomena Mancuzo


Atriz. Ingressou na Cia. Os Fodidos Privilegiados no ano de 1995 para o espetáculo Exorbitâncias e logo se tornou a produtora do espetáculo e da Cia.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Minha paixão pelo cinema que me fez aceitar, pois desde criança queria fazer cinema, e como investi minha carreira de atriz no teatro, foi com a maior satisfação que aceitei fazer o meu primeiro curta ‘Le Cou’ de Samir Abujamra. E aceitarei sempre que me convidarem!

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Em curta-metragem trabalhei como atriz, e fiz o figurino, não tive o desgaste de produzir, pois a maioria dos curtas, (antes) não tem verba e ai temos que fazer tudo na camaradagem e na camaradagem só na função de atriz, figurino, cenário, porque tem o retorno do reconhecimento e a experiência é maravilhosa, porque a satisfação esta registrada para sempre!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Realmente não sei e não entendo porque, visto que é produto de entretenimento e não importa que seja um curta, não menor que nenhum outro produto e tem alguns de altíssima qualidade. 

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Antes de toda sessão de um longa-metragem no cinema, deveria passar um curta e nos canais de TV, deveria ser obrigatório também, em horários alternados em canais abertos e fechados, antes dos filmes ou uma sequencia de vários curtas.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida, curta já tem cada de experimentação por que quando se esta começando tem-se a favor o descomprometimento com critérios e não ter compromissos e nem obrigações de patrocínios.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Com certeza, todo cineasta começou com curta (acredito eu) e não só o cineasta, mas todos aqueles que fazem faculdade de cinema.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não desistir jamais! Ser criativo! Inovar! Estudar!

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Ai! Não sei, estou muito enrolada com o teatro, mas quem sabe, sou muito curiosa e quero aprender tudo!

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