quarta-feira, 15 de abril de 2015

Liéser Touma


Ator. Participa de diversos filmes publicitários e é ator principal no curtas "O Troco", dirigido por André Rolin, e "Sonho de Todo Junk", com o diretor Guilherme Ferrari, para o Sesc.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Uma boa avaliação do projeto e roteiro. É importante ter a garantia que o filme terá uma produção de qualidade. A divulgação futura também é um ponto forte para a aceitação. Não adianta nada fazer uma super produção, um grande roteiro e depois engavetar o filme.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Já participei de três curtas: “O Sonho de todo Junky” dirigido por Guilherme Ferrari (SENAC), “O Troco” e “2 Real” dirigidos por André Rolim. “O Troco” gerou uma visibilidade gigantesca e viralizou pelo YOUTUBE. Foi um curta que cativou o público por se tratar de um assunto cotidiano. Muitas pessoas se identificaram com o casal sacana do filme e exteriorizaram o mesmo desejo de “vingança” contra o telemarketing. “O Troco” teve uma grande divulgação nos principais festivais da área e ganhou muitos prêmios. Foi uma experiência única!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Devido a essa nova lei da TV paga (ANCINE), a mídia televisiva terá como obrigação a veiculação diária de produções nacionais. Isso, possivelmente, favorecerá a visibilidade dos curtas-metragens brasileiros. Hoje em dia já podemos assistir curtas-metragens nacionais em várias TVs a cabo. O grande diferencial de um curta para um longa é justamente o descompromisso com a venda do produto. Como não há essa pressão, o cineasta fica predisposto a produzir a arte pelo simples prazer. É uma mentalidade que deveria ser mudada. A arte sem o público, é incompleta.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
O primeiro passo é mudar a mentalidade dos produtores. Os curtas devem ser atraentes para o público em geral e não apenas para um público específico. Devem ser produtos de consumo sem descaracterizar os seus diferenciais. Feito isso, eles estarão aptos para serem veiculados em salas de cinema comercial.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
A experimentação é um risco que deve ser corrido em qualquer tipo de atividade. Os curtas nos dão essa liberdade por não ter pressões e obrigações contratuais.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Hoje em dia não é mais. Existem vários fatores que interferem e definem um elenco de um longa-metragem. Apenas o talento já não basta. Atualmente estou atuando no longa-metragem “O Segredo do Molho”, de Leonardo Liberti, que tem o Rafinha Bastos como ator principal. Estamos em fase de produção.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
O importante são as realizações pessoais. Não existe uma receita para o sucesso. Faça o que você gosta com muita dedicação e carinho. Não espere nada em troca.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Prefiro atuar. Mas nada impede que eu possa dirigir futuramente.

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