quarta-feira, 29 de abril de 2015

Lorena Comparato


Atriz. Atuou na série ‘Pé na Cova’, da TV Globo.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Um curta-metragem na minha opinião tem que ter uma boa premissa, ou seja, um bom roteiro. Evidente que importa muito a equipe que vai fazê-lo, mas se a ideia é genial e a equipe trabalhadora, a chance é que dê certo. Gosto se trabalhar com quem gosta de trabalhar.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Minha experiência em curta-metragem começou na faculdade de Comunicação Social da PUC-Rio. Para um trabalho o grupo passou um final de semana em uma casa fazendo o curta. Foi extremamente amador, mas uma experiência valiosa e prazerosa. Depois começaram os trabalhos: em 2009 fiz a convite da diretora e atriz Ana Miranda o "No Caminho de Seus Passos" (tive que aprender a dançar ballet de ponta, que eu não sabia) e também "Handebol" da premiada diretora Anita Rocha da Silveira (tive que aprender a jogar handebol e acabei ganhando o prêmio de melhor atriz na Mostra Marília de Cinema - SP); em 2010 fiz um curta-metragem dirigido por Douglas Clayton chamado "O Ano Todo Faz Calor" com um elenco jovem e inovador. Foi muito divertido e trabalhei com amigos queridos que é sempre bom. Sempre vi meus amigos de cinema fazendo curtas e minha experiência sempre foi maravilhosa! Espero fazer muitos mais!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não sei ao certo o porque, porém acho que muitas vezes existe uma falta de divulgação dos curtas e de distribuição. Muitos curtas-metragens por ai são maravilhosos mas não tem onde serem exibidos, só nos festivais, que em sua maioria são o foco dos que fazem os filmes. Com o avanço tecnológico já podemos assistir várias coisas em casa e também disponibilizar material para o público online. Eu tive a honra de ver o "Handebol" em uma sala de cinema em Los Angeles no Chinese Theater no Brazilian Film Festival. Com certeza faz muita diferença ver na telona.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Não tenho como dizer o que funcionaria pois não é minha área de estudo, mas talvez se fizessem uma sessão no circuito para vários curtas juntos? Seria legal assistir um atrás do outro como em festivais. Penso que isso poderia atrair o público até porque todos fazem curtas-metragens, até os grandes e mais conhecidos cineastas.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Eu como profissional acredito que tenho liberdade para experimentar de acordo com o tipo de arte que estou fazendo e a equipe que estou trabalhando. Acho que em todos os campos existe liberdade e limite e o melhor é quando há uma dosagem de ambos. Acho que por serem menores e geralmente com orçamentos mais baixos, os riscos que se corre fazendo um curta-metragem são menores, podendo então arriscar mais.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não necessariamente. Se a pessoa tem experiência zero com cinema, talvez um curta seja um bom começo, principalmente pela visibilidade, mas não necessariamente a levará para um longa-metragem. O importante é observar e aprender ao máximo para quando este longa vier a pessoa vai estar preparada.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não há receita. Eu penso sempre no público, torço pra dar certo e faço as coisas que acredito. Se você descobrir a receita me conta! :)

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sinceramente tenho pensado bastante em todos os campos do que é ser um artista. Me encanta e ideia de dirigir e escrever, mas só futuramente.

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