quinta-feira, 9 de abril de 2015

Luiz Carlos Góes (in memoriam)


Dramaturgo e escritor. No teatro, cinema e televisão, o trabalho de Góes foi marcado pelo humor. Colaborou com os programas ‘Sai de Baixo’ (1996-2002) e ‘Os Trapalhões’ (1977-1995), a novela ‘Sete Pecados’ (2007) e, mais recentemente, em parceria com Miguel Falabella, assinou os roteiros de ‘Toma Lá Dá Cá’ (2007-2009), ‘Pé na Cova’ (2013) e ‘Sexo e as Negas’ (2014).

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Uma boa estória com especialmente com um final forte.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Fiz um curta-metragem para um festival de Cinema JB. Chama-se "A Jaula." Ganhei o segundo lugar e o quarto lugar em Locarno. Foi uma experiência ótima. Eu e o produtor montamos o filme. Eu estou com várias estórias para filmar e vou filmá-las.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Na realidade eu não sei. Acho que nós os realizadores devemos respeitar mais os nossos curtas. Fazermos coisas que deixem as pessoas caladas depois de assistirem. Contarmos estórias fortes sem censura e não acharmos que o curta é um veículo para a gente se arrumar. Curta é um conto cinematográfico. Tem que ter curva dramática um começo instigante e um final surpreendente. Tem que ter amor.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Não faço a menor ideia. Nos cinemas antes dos filmes chateava. Eram curtas-metragens chatos e acabavam ficando didáticos e sem interesse. Não sei.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Considero que sim. Tudo necessita de laboratório. Pesquisa. Lâminas. Reflexão.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
O trampolim para fazer um longa é fazer um longa. É a vontade. É a obsessão. É claro que se você tiver uma rotina de curtas você vai passar para o longa. Tem que estar infiltrado no metier. 

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Coragem. Determinação. Batalha. Conhecimento. Paciência. Patrocínio.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso. Completamente.

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