sexta-feira, 3 de abril de 2015

Murilo Armacollo


Ator. Começa sua carreira no teatro, na Walt Disney Company Brazil, fazendo diversos musicais dentro da companhia, incluindo a Parada Disney, que viajou pelas principais capitais do Brasil, e teve um público superior a 3 milhões de pessoas. Na televisão, sua estreia é no impactante papel de um transexual na minissérie “O Brado Retumbante”, em 2012.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Uma boa história, roteiro, e possibilidade para criação de personagem juntamente com direção.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Já participei de alguns curtas, com diversas temáticas, e inclusive já gravei alguns acadêmicos para conclusão de curso de amigos.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que estamos vivendo um bom momento para o cinema, independente se curta, ou longa-metragem. O espaço para curtas não é maior, pela linguagem pouco comercial, e pela falta de lugares para exibição apenas de curtas.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Hoje em dia temos alguns cinemas tidos como "cult" que têm suas mostras de curtas, e acho uma boa estratégia! Pegam uma temática parecida, e colocam em exibição, por exemplo, 5 curtas em sequência. Acho fantástico.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Com certeza. A evolução artística se dá com o tempo, e pela linguagem "pouco comercial" podemos ir além, sem medos ou receios, para experimentar todo tipo de qualidade, seja na atuação, direção ou produção.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa? 
Sem dúvidas. Se o trabalho tem a excelência adequada, será tido como vitrine para futuros longas-metragens.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Dedicação e persistência. Nada é fácil no nosso meio, então acho que quanto mais se dedicar, e persistir, em algum momento terá seu trabalho reconhecido.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Sim! Tenho muitas ideias, e gostaria sim, de muito em breve, estar do lado de trás das câmeras, colocando o meu ponto de vista e a linguagem em que eu acredito.

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