quarta-feira, 22 de abril de 2015

Marcelo Lordello


Cineasta. Fazem parte de sua filmografia as obras ‘Garotas de Ponto de Venda’; ‘Fiz zum zum e pronto’; ‘Nº 27’, ‘Vigiasé’ (seu primeiro longa-metragem documentário); entre outros.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Comecei a fazer curtas na época da universidade. A vontade de fazer cinema, algo que já me inquietava desde a minha cinéfila de adolescência, já me acompanhava desde muito cedo. O ambiente universitário, novas amizades e vontades compartilhadas tornaram possível as minhas primeiras experiências com cinema.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Foi quando tudo começou, na verdade. Nunca passei por uma universidade ou faculdade de cinema. Então a experiência inicial era muito baseada na minha cinéfila anterior, e num certo autodidatismo, leitura de livros e internet sobre cinema e técnicas de cinematografia. Íamos aprendendo enquanto fazíamos os curtas. Digo nós, lembrando que era uma experiência de um grupo.  O mais legal de tudo isso era que tínhamos liberdade para realizar nossas ideias, já que o que nos guiava, direcionava era apenas a vontade de fazer os filmes e dizer algo que pensávamos através deles.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que esses espaços midiáticos que você citou estão mais vinculados a uma lógica de mercado.  E curta não vende, então.... Mas é muito interessante a repercussão dos curtas através de blogs e pela crítica da internet. Vide cinética, contra campo, filmes-polvo e afins.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Amigos mais velhos me dizem que curtas-metragens eram exibidos antes de longas nas salas comerciais.  Parece que existia uma lei que imponha isso. Gosto muito da ideia e acho que seria uma ótima forma dos filmes chegarem ao grande público. Mas a internet é um ótimo canal para que o público alcance os curtas, tanto através de sites especializados em curtas, sites de cinema, sites das produtoras, ou Youtube! e Vimeo.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sim. Tanto quanto o longa-metragem.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Acredito que o que meramente diferencia o curta do longa-metragem é a duração. Ambos são cinema. A relação entre ambos é horizontal.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Pergunta isso pro Padilha, eu que não sei, nem quero saber. Quero apenas continuar a fazer meus filmes.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Claro! Só estou esperando a próxima ideia surgir.


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