quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ricardo Elias


Cineasta. Dirigiu os longas-metragens ‘De passagem’ e ’12 Trabalhos’. É dele o curta-metragem ‘Um Filme de Marcos Medeiros’.

Qual é a importância histórica do curta-metragem na filmografia brasileira?
Toda cinematografia nasceu de um curta, a brasileira não foi diferente. Depois o curta se tornou espaço de experimentação e de formação de novos diretores.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Faz tempo que não faço um curta-metragem. Não tenho recebido nenhum convite!

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Dirigi três curtas que foram extremamente importantes para meu aprendizado como diretor.
além do que na Escola realizamos uma média de cinco curtas por turma o que possibilitou que eu exercitasse outras funções.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Com a retomada do Cinema Brasileiro e a produção mais efetiva de longas a atenção para o curta que foi grande no fim da década de 80 e inicio da década de 90 diminuiu.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
A televisão ainda é o melhor meio de divulgação de qualquer produto audiovisual.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Pelo formato mais simples de produção o curta-metragem permite um exercício de experimentação maior que outros produtos mais caros e mais comprometidos com receita e bilheteria.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Sim. Um diretor de longa-metragem não tem necessariamente que ter feito um longa. Mas é importante.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Persistência.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não descarto a possibilidade de dirigir um curta novamente, embora o tempo de realização de um longa quase inviabilize um projeto paralelo.

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