sábado, 16 de maio de 2015

Alonso Zerbinato


Ator. Atua em filmes curtas-metragens independentes, vídeos institucionais e faz diversas participações em novelas e seriados nacionais, tais como "S.O.S. Emergência", "Tapas e Beijos", "O Astro", "Dilemas de Irene", "Sangue Bom", "Tititi", "Viver a Vida", "Em Família", "Malhação", entre outros.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Roteiro, elenco e trabalhos anteriores do diretor.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Trabalhei em dois curtas. O primeiro era universitário e não foi finalizado. No segundo, fui chamado por uma amiga. Filmamos no início do ano passado e está sendo finalizado agora. O filme é dirigido pelo Bruno Mello, que ganhou o Prêmio Redentor de melhor curta-metragem por "Passageiro". As duas experiências foram boas, apesar de ainda não ter visto nenhum dois filmes prontos. O cinema tem esse mistério. Você faz e não sabe como vai ficar na tela, quais imagens serão usadas e quais serão descartadas. Acho tão interessante quanto perigoso.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que seja porque os curtas não atingem o grande público e nada que não atinge o grande público interessa à mídia.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Devia-se fazer como antigamente. Exibi-los antes das sessões em todos os cinemas e também em sessões só de curtas periodicamente. A internet e as redes sociais também são bons campos para divulgação dos curtas.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Creio que para o diretor, sim. Para atores, produtores e outros envolvidos, talvez. Tudo depende da liberdade que o diretor dá. O ator pode ter grande liberdade em um longa-metragem e nenhuma em um curta-metragem. Isso não tem nada a ver com o tamanho do filme. Tem a ver com a forma de trabalhar do diretor e com as especificidades de cada projeto.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Pode ser, assim como o teatro e a TV também podem. Mais uma vez, depende do longa-metragem, do diretor, do ator, etc. Cada filme é um filme. Mas a experiência em curtas pode ser uma grande aliada no processo de trabalho em um longa, principalmente no que diz respeito à relação com a câmera e com as questões técnicas do set.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Se existisse uma receita pra vencer em qualquer coisa na vida, não estaríamos aqui. Nem nós, nem quem lê essa conversa. O cinema brasileiro, apesar de insistir nos chamados favelas movies e em obras ambientadas no sertão nordestino - que dependem muito de características físicas peculiares dos atores, tem tido espaço para atores de perfis e escolas diversas.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso em dirigir teatro e seguir escrevendo tanto para teatro quanto para frentes audiovisuais. Dirigir cinema é um processo que exige um conhecimento técnico que eu não possuo. Quem sabe num futuro distante.

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