terça-feira, 5 de maio de 2015

Patrícia Pinho


Atriz. Fez participações em ‘Meu Pedacinho de Chão’; ‘Malhação’; ‘Os Cara de Pau’; entre outros. Em curta-metragem atuou em ‘Sou Filha da Babá’.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Acredito que o curta-metragem é um exercício artístico importante. Um ato de resistência cultural. Onde bons roteiros podem ser realizados, independente de seu valor de mercado. As relações tendem a ser mais afetivas também.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Fiz o curta ‘Sou Filha de babá’ de Melise Maia onde novamente encontrei Sara Antunes, atriz por quem nutro um profundo afeto. Foi uma delícia ficarmos juntas por dias além de conhecer pessoas deliciosas como Marcelo Lino, Dhu Moraes e a própria Melise.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acredito que vivemos numa época onde a arte não importa, não vende jornal como o culto às celebridades, escândalos políticos e violência.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Eu gostava quando eram apresentados antes das sessões dos cinemas. Não sei o porquê de ter acabado.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Acredito que sim. Afinal investir seu tempo, sua criatividade e seu dinheiro só fazem sentido se for para ser usado pela liberdade, expressão de sua arte. Mas sempre tem os tolos que optam pelas amarras mercadológicas ou a pressão de ter que acertar.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Será? Se der certo..... Se não é um beijo e tiau cinema.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Meio quilo de arroz, bacon e creme de leite.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Penso. Só. Não movo um dedo para isso.

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