terça-feira, 5 de maio de 2015

Paulo Japyassu


Ator. Atuou em ‘Lindonéia’; ‘Um quarto para Babushka’; ‘L’Amour e as carpideiras’; entre outros curtas-metragens.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
A oportunidade de exercitar meu instrumento de trabalho – o corpo, a voz, a alma – e ficar com um registro que não se perde, como no caso de uma peça.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Pratiquei junto com os formandos da ECO-UFRJ. Fiz “Lindonéia”, de Tainá Vital, 2010; “Um quarto para Babushka”,de João Gilla, 2011; “L’Amour e as carpideiras”, de Lucas Milleco, onde tive a oportunidade de trabalhar ao lado de Neila Tavares; “Já tentei de tudo”, um solo, também dirigido por Lucas Millecco. Amei demais esses trabalhos!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Na Rede Brasil, eles têm um programa, acho que se chama Curta Brasil. Existem festivais de curtas também... Não sei o motivo.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Antigamente, creio que no tempo da Embrafilme, houve uma lei que fazia com que os curtas fossem exibidos antes dos longas, em todos os cinemas. Era uma coisa no Brasil inteiro, bem bacana, que infelizmente durou pouco. Penso que o curta poderia conquistar o espaço hoje tão ocupado pelos sitcoms importados, aproveitando-se a nova lei da cota de produções nacionais na TV por assinatura. Da mesma forma, entre um programa e outro, na TV aberta. Vamos invadir essa grade.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Creio que a experimentação é mais uma vocação do artista, do que uma questão de suporte. O longa, tanto quanto o curta, podem arriscar-se por mares nunca dantes navegados, o que sempre dá resultados bem interessantes. Penso em “Lixo Extraordinário”, mais atual, e nos do Carvana, velho de guerra, que propunham uma quebra da mesmice. Esse mais recente, da África do Sul, sci-fi, cujo título me falha no momento, também é um bom exemplo de longa experimental. E, lógico, o máximo dos máximos até hoje, pelo menos pra mim, que é “Terra em Transe”,mega experimental.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Parece ter sido assim, mas não creio que seja uma regra isso aí...

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Sei lá... Seria elaborar um projeto que passe na Lei, que consiga captar? Receita é uma coisa difícil; até de bolo.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não tenho vontade de dirigir filmes, tenho vontade de atuar e escrever roteiros.

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