terça-feira, 5 de maio de 2015

Nicolle Spinillo


Atriz. Protagonizou o espetáculo teatral ‘Casa, Comida e Alma Lavada!’

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Bem, não há como dizer que é a grana, já que a maioria das produções são independentes e com orçamento enxuto, e em muitas o ator não ganha nada realmente além da experiência. Mas sim, pode-se adquirir muita experiência com câmeras e sets de filmagem trabalhando em curtas. Além disso, são produções geralmente realizadas com muita paixão e seriedade, o que nos proporciona, a nós, atores, levar ao currículo trabalhos muito bem feitos, com muita qualidade.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem?
Toda experiência que vivenciei até hoje em curtas-metragens foi muito válida e com resultados muito gratificantes. Tive o prazer de viver personagens muito distintas, inclusive de época, parte da História paulistana. Incrível!

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Por um erro. Deveriam. Temos produções muitas vezes muito mais interessantes do que outros longas com total abertura da mídia. Até mesmo porque a mídia está sempre procurando o que agrade a maioria e os curtas muitas vezes são parciais, contam especificamente histórias sobre um determinado ponto de vista, que nem sempre agrada a todos. Entretanto, essa também é uma função da arte, não é mesmo? Incomodar, fazer pensar, refletir..

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Em grupos. Por serem filmes de curta duração, muitos podem pensar que não vale deslocar-se para assistir 15 minutinhos de cinema, por exemplo. Sendo assim, seria interessante juntarmos algumas produções com temas similares para uma apresentação conjunta. Sem contar a criação sempre de mais e mais festivais.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida. Temos menos tempo e precisamos contar uma história, com começo, meio e fim. Tudo deve ser mais intenso para que alcancemos esse objetivo. Sem contar que, como já citei acima, como não há tanta preocupação em agradar ao grande público, nos curtas temos oportunidade de ser mais polêmicos e ousados.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não necessariamente, mas pode ser sim, no meu caso foi. Trabalhei em "Desatino", curta-metragem de Dimas de Oliveira Júnior, e então fui chamada para dar vida à Odete, em "Os Últimos Compassos de Dircinha Batista", longa-metragem do mesmo diretor. De qualquer modo é uma maneira de ganhar experiência com cinema.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Infelizmente, agradar a maioria. E claro, conseguir o apoio da mídia.. Mas se pensar em como seria se todas as produções fossem assim, espero que muitas ainda sigam "não vencendo"...

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Não, não penso não. Dirigir não é minha área, gosto mesmo de atuar. Talvez ainda mude esse conceito, mas atualmente penso assim. 

Nenhum comentário: