quinta-feira, 19 de março de 2015

Clarissa Mayoral


Cantora e atriz. Já trabalhou em diversas peças de teatro, publicidade, produziu e atuou em curtas-metragens, estudou cinema e é Radio e TV. Como cantora produziu e compôs seu primeiro EP e mais dois videoclipes.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Bom a principio eu queria ganhar experiência e portfólio como atriz. Após a faculdade de cinema eu aprendi como produzir uma peça audiovisual e realizei juntamente com um amigo meu o nosso próprio curta-metragem. Foi uma experiência incrível que me motivou e deu autoconfiança para ir atrás dos meus próprios projetos independentes, e não ficar dependendo apenas de convites.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Minha principal experiência como produtora, atriz e diretora em Curta foi com o curta " A Bunda". Tudo começou quando ouvi uma história engraçada que aconteceu com meu amigo Diogo Picchi. Aí pensei... Porque não filmar isso? Vai ficar engraçado ! Foi tudo uma grande brincadeira... Resolvi roteirizar e arregaçar as mangas, chamei meu amigo Lucas Kakuda um fera ! Todos os atores também eram amigos meu, e as locações foram o Ibirapuera e metro ( filmamos sem autorização mesmo) a casa do Lucas Kakuda, o consultório de um dentista amigo meu e a farmácia foi uma dificuldade pra conseguir pois ninguém queria deixar ainda mais por se chamar ‘A Bunda’ (risos) ninguém levava a serio, mas quando eu estava quase desistindo uma amiga que eu tinha acabado de conhecer e trabalhava na indústria de medicamentos conseguiu ! Uffa! Filmamos tudo em quatro dias... E missão cumprida! O filme foi para o festival de filmes brasileiros em Los Angeles e ainda para o festival de cinema em Cabo Frio. Super valeu a pena não gastamos nada e a principal lição é: quem tem amigos tem tudo !

Pra quem quiser assistir o resultado está aqui: http://www.youtube.com/watch?v=etS88cnLepE

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Porque não ha uma costume cultural, um habito na vida das pessoas de prestigiarem esse formato de filme. O povo brasileiro é basicamente formado por televisão (Rede Globo). O cinema nacional já sofre para conquistar o seu espaço no mercado, imagina curtas... E a classe media e alta frequenta os cinemas e assiste a televisão também não, é tudo uma questão de habito.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Exibi-los na televisão aberta, ao menos uma vez por semana.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sim. Pois pode-se realizar uma ideia com poucos recursos e sem pensar no interesse dos "fornecedores de verba".

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não necessariamente. Acho que o curta-metragem tem seu espaço para ter uma historia estruturada com começo, meio, e fim. Se quer fazer um longa tenha um projeto para longa, filme um teaser e corra atrás de verba, parceiros e uma equipe competente.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Paixão, fé. Persistência.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Com certeza. Estou aberta a convites, e pré-produzindo um roteiro comigo e com a minha família atuando que vai ficar muito bonito se Deus quiser...

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