terça-feira, 22 de setembro de 2015

Bernard Attal


Cineasta. Dirigiu e produziu os curtas-metragens “29 Polegadas” (2005); “ Ilha do Rato” (2006) e; “Passeio de Bicicleta” (2009).

Qual é a importância histórica do curta-metragem na filmografia nacional?
O Brasil é dum dos três países que mandam mais filmes para o Festival de Clermont Ferrand, o mais importante do mundo para curtas-metragens. Além disso, o Brasil tem a maior politica de fomento a produção de curtas-metragens.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
Necessidade de aprender todas as etapas de fazer um filme, o que fazer curtas-metragens te proporciona, mas não é possível no formato de longa-metragem que tem uma logística muito mais complicada.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Dirigi e produzi três curtas: “29 Polegadas” (2005), “Ilha do Rato” (2006), “Passeio de Bicicleta” (2009), que juntos participaram em mais de cem festivais no redor do mundo.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Acho que o espaço para critica duma forma geral se reduziu bastante. Então é normal que a mídia se foca nos filmes que tem nomes conhecidos.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Deveria ser respeitada a obrigação legal de passar nas salas curtas antes dos longas-metragens, pelo menos em algumas sessões. Quase nenhum exibidor hoje cumpre essa obrigação, mas porque também não é possível de impor a ninguém esse tipo de regra. Tem que ter dialogo entre os exibidores e o poder público, para ver como isso pode funcionar sem prejudicar ninguém.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Claro. O cinema hoje é cada vez mais formatado pra satisfazer o gosto de um publico mais conservador. Então, somente fazendo curtas, você tem essa liberdade para experimentar.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Sim, mas também tem cineastas que fazem curtas a vida toda, e estão, se tornaram referência nesse formato. E só assistir esses filmes que são coletâneas encomendadas por grandes festivais para ver que é um formato difícil que ate grandes cineastas de longas não acertam.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Fora da obstinação que requere qualquer tipo de arte, não tem.

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Gostaria, sim.

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