terça-feira, 22 de setembro de 2015

Mariana Muniz


Atriz, bailarina, diretora e coreógrafa. A partir de 1989 começa a atuar em solos de sua própria criação e mais recentemente cria sua própria Companhia com projetos contemplados pelo Programa Municipal de Fomento à Dança.

O que te faz aceitar participar de produções em curta-metragem?
A possibilidade do exercício cênico com a câmera e o desafio da síntese que significa trabalhar com curtas. Aceito participar quando percebo que vejo a possibilidade de entrar em contato com assuntos e realidades ficcionais ou documentais que me interessam, que me tocam.

Conte sobre a sua experiência em trabalhar em produções em curta-metragem.
Participei como atriz em três curtas. Um exercício para finalização de um curso na Oficina Três Rios, sob a direção de um diretor japonês, ótimo- Joel Yamaji; outro sob direção de Luiz Otávio de Santi, inspirado na obra de Samir Yasbek: O Fingidor, e, um outro, sobre a vida de uma pessoa que teve derrame cerebral e estava numa cama prestes a morrer, onde eu era sua esposa. Foram todas experiências muito fortes, pois foram feitas em condições não ideias do ponto de vista financeiro, mas envolviam uma profunda vontade e necessidade de contar, através de imagens, aquelas histórias, aquelas visões.

Por que os curtas não têm espaço em críticas de jornais e atenção da mídia em geral?
Não sei! Talvez porque são um formato mais exigente, em termos midiáticos, do ponto de vista do mercado?
Tenho assistido bastante coisa, quando possível, no canal Brasil. Adoro ver curtas de diretores como Chaplin, Mac Laren, Polanski, dentre outros. Cláudio Gimenez, meu companheiro, é fanático por cinema e tem bastante material. Ele é fotógrafo da companhia de teatro e dança que dirijo e fez as fotos de dois desses curtas-metragens que realizei como atriz.

Na sua opinião, como deveria ser a exibição dos curtas para atingir mais público?
Talvez exibição nos intervalos das programações da TV e no cinema, antes do começo das exibições dos longas. Ou mesmo, programações específicas para sua exibição, nos cinemas e nos canais de TV.

O curta-metragem para um profissional (seja ele da atuação, direção ou produção) é o grande campo de liberdade para experimentação?
Sem dúvida deve ser. Não sou especialista em cinema, mas imagino que, assim como na música e em outras artes, as peças curtas, ou contos, ou mesmo dramaturgias de peças curtas são um gênero em si e também podem ser experimentos para outros vos mais longos.

O curta-metragem é um trampolim para fazer um longa?
Não sei se diria trampolim, mas pode ser um veículo de inspiração e experimentação para fazer um longa-metragem.

Qual é a receita para vencer no audiovisual brasileiro?
Não sei se podemos falar em receita de sucesso. No meu fazer artístico nunca me pautei por essa ideia de descobrir como fazer sucesso. O que significaria vencer no audiovisual brasileiro?

Pensa em dirigir um curta futuramente?
Como eu disse, não tenho intenções de trabalhar na criação de filmes, curtas ou longas. Sou uma apreciadora da arte do cinema e gostei muito de fazer os experimentos de atuação com câmera, tanto nos curtas como no único longa que fiz, mas foram experimentos sempre como atriz.

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